A verdade sobre o Happy Hour do CARI

A tão divulgada festa do Centro Acadêmico de Relações Internacionais não aconteceu. Esse cancelamento repentino gerou muita especulação e várias versões sobre o ocorrido.


  • O coordenador financeiro do CARI, assim como seu presidente, haviam sido sequestrados e levados para o bairro Loteamento Berbigão, em Palhoça;

  • Um cachorro teria sido encontrado morto dentro da sede;

  • O reitor não pôde confirmar presença;

  • Reinaldo Coutinho e Leandro Puchalski enviaram ofícios ao CARI alertando sobre o mal tempo;

  • O SHA, Sindicato dos Homofóbicos Anônimos, teria entrado com um mandado de segurança contra a festa.


TUDO BALELA!


O HUFSC investigou essa história mal contada e percebeu que se trata de uma série de fatores, que vocês conferem a seguir.

Japão, 11 de março de 2011. Um terremoto de 8.9 graus na escala Richter causou um tsunami que varreu o país. Centenas de pessoas mortas e outras milhares desaparecidas. Uma economia abalada e um país arrasado. O que um futuro diplomata faria? Provavelmente seria solidário e respeitoso à dor de toda uma nação. Mas sabem o que o curso de Relações Internacionais fez? Isso:


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Sim, meus queridos. Eles zombaram dos japoneses enquanto praticavam suas tradicionais orgias no Centro Acadêmico mais pobre do CSE, incitando os calouros a manter a tradição. Até para entrar no CALISS, cagar todo o espaço livre de LUTA e se enrolar na bandeira do MST eles tiveram audácia. Ou seja, eles tiraram da cara dos novos sem-terra japoneses sem dó nem piedade.


Uma aluna de Administração, membro do CAAD, e de descendência japonesa, comunicou o ocorrido para seus parentes issei, que forjaram uma terrível vingança. Na mesma noite, logo que todos foram embora, ninjas altamente treinados invadiram o anexo e levaram o videogame, aparelho de som, computador e o vibrador do Centro Acadêmico. Sem deixar rastros, a vingança foi tão evidente que os outros CA's, que possuem aparelhos melhores e mais caros, sequer apresentam sinais de tentativa de invasão (inclusive o CALISS, que nem chaveado estava).




Todos os membros do CARI ficaram abalados com o ocorrido e os mais endinheirados inclusive aumentaram a dose de antidepressivos. Alguns dias foram necessários para que a normalidade voltasse a reinar entre os então alegres e saltitantes estudantes. Várias foram as tentativas de explicar o "assalto mal contado", pois o cadeado estava do lado de trás do anexo, aberto, e a porta, ao contrário de alguns CARIanos, não apresentava sinais de arrombamento.


Tentando arrecadar fundos para comprar o que lhe foi tomado e adquirir passagens para um cruzeiro LGBTTTTTTTTTTTT, o CARI começou a organizar um Happy Hour. Satirizando a própria má sorte, fizeram um cartaz em forma de Boletim de Ocorrência:


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Agora prestem atenção nos detalhes: (1) o brasão da Polícia Federal está alterado em duas palavras, "Abalo Sísmico". Para os que não sabem, abalo sísmico ou terremoto é um tremor da superfície terrestre produzido por forças naturais situadas no interior da crosta terrestre e a profundidades variáveis. Ou seja, mais uma vez a tragédia do Japão é tratada como deboche pelos acadêmicos de Relações Internacionais; (2) repare nos números nos carimbos abaixo da sigla B.O. - 154 e 157 - exatamente as rotas mais atingidas pelas ondas gigantes; (3) podemos ver a frase "denúncia de falsificação" ao lado da sigla do CSE, sugerindo que havia alguma falcatrua no ar; (4) do lado da palavra realização está o número 125. Isso faz menção à MotoGP 125cc que ocorreria em Motegi, no Japão, em 24 de abril, mas que a organização do evento disse que devido à catástrofe seria impossível realizá-lo - mais uma dura brincadeira do CARI com o Japão.


Irritados com a frase imbutida no cartaz, denunciada por um calouro bolsista nerd de Contábeis, diretores do Centro Sócio-Econômico contataram o Centro Acadêmico, que não atendeu pois provavelmente estavam em alguma orgia típica do curso. Assim, mandaram imediatamente um ofício ao Ministério Público pedindo o cancelamento do Happy Hour no CSE, sob a alegação de que o centro estava recebendo pessoas demais em suas festas e isso era inseguro para a moral e bons costumes. O MP não acatou o pedido, contudo permaneceu investigando o consumo de entorpecentes e materais eróticos na sede da entidade estudantil.


No dia 28 de março o ex-presidente do CARI, desconfiado de uma suposta vingança nipônica, entrou em contato com o Consulado Geral do Japão em Curitiba, mas não teve êxito. No mesmo dia, à tarde, o telefone do CARI não funcionou mais. Sem a confirmação da festa, todos começaram a ficar cada vez mais nervosos, mas a cartada final seria dada em breve.


Na Loja Maçônica, um conhecido professor de Economia encontrou o vice-presidente do Sindicato da Polícia Federal, que entre outras coisas conversaram sobre a falta de segurança no campus da UFSC. Ele queria se candidatar a reitor, e por isso precisaria impressionar o campus de alguma forma; portanto sugeriu que a Polícia Federal finalmente começasse a agir na UFSC e garantir a segurança. O sindicalista, preocupado com a sua categoria, ficou sabendo do Happy Hour do RI por uma propaganda na RIC Record, e decidiu que ao promover a imagem da PF diante todos a festa não poderia acontecer.



No dia 30 de março o CARI recebeu um Mandado de Segurança da Polícia Federal de Santa Catarina proibindo a realização da festa, sob argumento de que feriria a ordem pública, pautando-se na nova lei de Mandado de Segurança 12016/09. O CARI também recebeu uma carta de repúdio da Comunidade Catarinense de Cosplay por suas sátiras ao país do Godzilla. O GOZZE se manifestou à favor dos estudantes, dizendo que o que estavam fazendo era censura em sua forma de expressão e classificaram a atitude como machistomofobia. Devido à enorme repercussão na imprensa, um delegado da Polícia Federal foi até à UFSC conversar com o reitor e concedeu uma entrevista aos veículos de comunicação.


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No gabinete do reitor foram chamados representantes do CARI que, após uma sessão de chá com cuca, resolveram apenas adiar a festa para evitar maiores transtornos na comunidade acadêmica. Chegou-se inclusive a cogitar uma cota para ninsei, para que a UFSC se redimisse por permitir que as ofensas do CARI fossem proferidas em sua propriedade. No fim das contas, acabaram revelando que sua repulsa pelos asiáticos se dá por conta do tamanho dos seus documentos, que não agradava. Após 7 horas de negociação, o Happy Hour foi transferido para a sexta-feira, dia 8 de abril. O que se espera é que, dessa vez, os japoneses sejam poupados de mais piadas com seu sofrimento. Caso contrário, prometem uma retaliação definitiva.


HUFSC. Um compromisso com a verdade.


12 comentários:

  1. O Kloppel é o Presidente do CARI, não o Coordenador Financeiro. Parece que os dois foram sequestrados pq precisa de ambos para fazerem retiradas no banco. =x

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  2. Tem gente que realmente não sei como está na universidade... "O coordenador financeiro do CARI E seu presidente, Kloppel".

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  3. Nossa, erro gravíssimo! Menos 5 pontos pra Grifinória?

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  4. 154 e 157 são artigos do código penal
    154 - violação de sigilo funcional
    157 - roubo e extorsão

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  5. CVJAS na verdade se escreve CERVEJAS

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  6. BRAZIL se escreve BRASIL

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  7. Não não caro amigo, é Brazyl mesmo

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  8. "Tony disse..."
    uahuahuahuahuhua

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  9. depois dessa teoria da conspiração, aproveito pra divulgar que a nova data do Happy Hour de RI é sexta, dia 08!!! HAHAHA =D

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  10. intriga da oposição!

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