UFSC no Rio - 6ª parte

No outro dia nada de acordar cedo. O CONEB havia acabado e agora era só Bienal, cuja abertura seria só à noite. E como havíamos virado a noite anterior, o negócio foi aproveitar e dormir bastante. Mas quem disse que aquele calor infernal deixava?

Levantamos e decidimos: vamos conhecer o Pão de Açúcar. Hum... Como? De busão, lógico. Pegamos um ônibus socado de gente (socado mesmo), demoramos um bocado mas chegamos em Botafogo. Lá, resolvemos ir a um shopping de verdade almoçar. Depois de comidos (?) descemos, e a Ivana e a Jaque foram imprimir seus atestados de matrícula para ir ao Pão de Açucar com desconto. Ha ha ha!

O Gui havia dito que rolava desconto para estudantes, e que o preço seria sussa. Pegamos um táxi e fomos até o pé do morro da Urca, entramos no local para pegar o bondinho e, para cair a nossa face no chão, o preço era R$44,00 sem desconto para estudante. Fudeu! Mas já que estávamos lá, né, vamos acabar com o orçamento e subir. Pelo menos a viagem valeu a pena.


Galera curtindo um solzinho escaldante...

Assim que chegamos no alto do morro da Urca, o nariz do Diego começou a sangrar, manchando toda a sua camiseta branca. Cadê a resistência física dos africanos? Mesmo assim conseguimos tirar um tempo para as fotos. Andamos pelo museu e depois fomos até a trilha, onde encontramos vários saguis bem simpáticos.


Busquem conhecimento...

Por causa do calor, paramos um pouco para sentar e pegamos o outro bondinho, fazendo a Tassi quase se borrar de medo. A gente pensou em protestar pelo preço da tarifa, mas quando começamos a pular tudo começou a balançar demais e decidimos, pelo bem das nossas vidas, parar. Mesmo assim foi o suficiente para perceber que o espírito comunista aos poucos entrava em nossos corações.


Le-van-ta o cuuuu... Levanta o cuuuu...

Aproveitamos para usar o shopping do Pão de Açúcar, que era lindo. Tinha sabonete líquido espumante e vasos bem confortáveis. Quando voltamos dos morros de rico ficamos num dilema: já era tarde pra canário e tínhamos o imperdível show do Marcelo D2 na Cidade do Samba. Um taxista tentou nos convencer a nos levar ao Fundão, mas arriscamos e pegamos um táxi só até o Leme, para conhecer a praia e andar por Copacabana. Lá vimos que a hospitalidade carioca somada à aparência de mendigos nos rendeu bons descontos.


Copacabana.

Queríamos espantar o calor com uma cervejinha e fugir do temporal que ameaçava a Terra. Fomos a alguns bares mas os preços eram absurdos, e nenhuma vendia cerveja em garrafas grandes. Foi quando um simpático garçom nos deus a dica. "Saquei que vocês querem uma cerveja mais barata, né... Olha só, sem preconceito, mas aqui vocês não vão conseguir pagar. Mas peguem essa rua, virem à esquerda ali na esquina e vai ter um boteco mais em conta. Mas olha, nada de preconceito, hein rapaziada!". Seguimos as instruções e achamos o tal barzinho, que não tinha cerveja gelada (como a conhecemos), mas foi legal para matar nossa vontade.


Boemiaaaaaa... Aqui me tens de regressoooo...

Fomos a um mercado garantir a noite, comprando sal, limão e tequila, e depois corremos para o ponto de ônibus mais próximo. Achamos que seria fácil, mas não aparecia nenhum! Tinha um cara vomitando na fila de tão bêbado e descobrimos que ele pegaria o mesmo busão que a gente. Depois de algum bom tempo, aparece a nossa linha, mas o ônibus estava lotado e não parou! Pronto, nossa esperança de ver o D2 estava ruindo. O Gui já procurava um taxi Doblô quando, após quase 50 minutos, finalmente mais um ônibus chegou. Ele estava socado, mas insitimos com o motorista que tinha como entrarmos, e vencemos. Viva a LUTA!

Expremidos, pensávamos somente em chegar logo no alojamento, tomar um banho e ver o D2, se desse tempo. Quando achamos que a paz prevaleceria, escutamos um grupo começar um inacreditável "Uh Paraná! Uh Paraná!". Eu não sou de falar palavrão mas tive que falar palavrão: Poxa! Fora isso havia capixabas e baianos, todos indo para o alojamento, a maioria muito chapada. Até um cara que estava perto de mim, carioca, já estava cantando as musiquinhas de LUTA da galera. Sabe, àquela altura do campeonato já não me importava tanto quando todos cantavam músicas como "50% do pré-sal para a educação" ou "um beck gigante na boca do estudante". Sentia um frio na espinha em pensar nisso, mas comecei a crer na possibilidade de achar que os comunistas tinham até um pouquinho de razão.

Ao chegarmos, corremos para o ginásio, onde alguém anunciava que havia apenas uma hora para que o último ônibus pra Cidade do Samba saísse. Ficamos na dúvida se aquele mundo de gente conseguiria fazer isso em tão pouco tempo e a chance de ver o D2 foi ficando cada vez mais distante.


[Continua...]

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