E lá vem mais um Ano Novo...

É, cara... 2010 está chegando ao fim. Se você planeja passar a virada do ano com a galerinha da UFSC, cuidado. Nunca, eu disse NUNCA, isso acaba como planejado. Para provar isso vou adaptar um texto sobre o reveillon do ano passado que postei no meu outro blog:


Aventuras de 1º de Janeiro


Minha virada de ano não poderia ser mais diferente do que foi.

Como ficaria em Floripa mesmo, passei o reveillon em Jurerê Internacional, com alguns amigos da UFSC. Saímos do apartamento do Kretzer, nos Ingleses, pegamos duas caixas enormes de isopor com muita bebida, dois ônibus lotados e fomos até nosso destino. Acontece que nos informaram errado sobre o ônibus e descemos em Jurerê, e não Jurerê Internacional, e o caminho era bem longo.

Lá fomos nós em nossa peregrinação sem fim, nos revezando entre as caixas de isopor que pesavam como chumbo e caminhando entra aquelas mansões de luxo, feitos vendedores ambulantes. Até que horas depois chegamos na praia. Encontramos muitas tendas com vááááários amigos da UFSC, e decidimos guardar nossa bebida em uma delas.

5... 4... 3... 2... 1... FELIZ ANO NOVO!!! Todo mundo festejando, altíssimos, o ano de 2010 que chegava. Tudo corria bem até que fui no mar pular as ondinhas e cortei meu pé. Aquilo começou a sangrar muito e, depois de meia hora, juntando bebida + sangramento = pressão baixa = desmaios. Eu desmaiei umas seis vezes. Depois fui melhorando, mas na hora de ir embora me perdi da galera e fui assaltado...

Fiquei sem chinelo, documento e dinheiro. Meu celular não pegava. Me vi perdido e lascado em Jurerê Internacional. Fui para o ponto de ônibus pedir carona, mas NINGUÉM estava indo para os Ingleses (onde eu iria ficar). Até que vi dois carinhas pedindo carona também, mas para o centro. Um deles foi bem pau no c*, pegou carona e deixou o amigo dele pra trás. O amigo dele acabou pegando carona depois e me deu R$2,25. Depois continuei pedindo carona e nada. Continuei no ponto e encontrei uma gurizada. Ficamos conversando lá, um deles me ofereceu Red Label... Nisso um ônibus passa e um dos guris foi perguntar algo ao motorista. Quem estava no ônibus e eu não vi? O Diego e uma raça da UFSC. O guri voltou e me perguntou:

- Tu faz ADM na UFSC?
- Sim!
- Teu nome é Micherereg... Miche...
- Michereff! Como tu sabe?
- É que tinha uns amigos teus naquele ônibus que tá indo embora lá...



Até que fui andar um pouco e pedir o telefone emprestado a alguém para ligar para os dois números que eu sabia de cór: da Camila da minha sala e do Diego. Fui numa pousada e nada, ninguém atendeu. Liguei a cobrar de orelhões e nada também. Até que encontrei três lésbicas em frente a uma pousada. Duas estavam discutindo a relação e uma, que trabalhava lá de motogirl, me deu atenção. Me emprestou seu celular e nada também. Fiquei ali papeando com ela quando apareceu um casal gay que não podia entrar no seu quarto da pousada porque havia um casal transando lá dentro. Nisso um deles me emprestou o celular também e nada de novo.

O casal parou de transar e antes que o casal entrasse um deles me deu R$5,00. Com isso eu já podia pegar um ônibus. Voltei pro ponto e nada de ônibus de novo! Continuei pedindo carona e nada... Até que uma loira baita num Mercedez preto parou e eu pedi carona:

- Oi, vocês vão pros Ingleses?
- Não, querido... Mas já que você tá descalço vou te dar esse par de Havaianas. Mas me prometa que se um dia alguém precisar você não irá recusar...


Até que lá pelas 9 da manhã um Uno branco parou, o motorista abriu a janela e perguntou:

- Alguém aqui vai pros Ingleses? - nisso ouvi um coro de anjos.
- Ele! Ele! - gritaram todos.
- Eu vou! - disse eu.
- Você sabe chegar lá?
- Não... Quero dizer, mais ou menos, mas a gente se ajuda e chega lá!

Nisso eu cheguei na rua do Kretzer, andei mais alguns quilômetros e me deparei com o Diego dormindo sentado em uma rotatória na frente do condomínio, me esperando. Contei toda a história, ele comprou algumas coisas e fizemos um lanche ali mesmo (na rotatória) e fomos pra casa do Kretzer. Dormimos 3 horas e depois estava contando a história para todos, quando o Diego vasculha os bolsos e TODAS as minhas coisas estavam lá! Ou seja, o que me assaltaram era de outra pessoa. Na minha cabeça, possivelmente as coisas eram da Gabi de Letras, pois ela tinha ido esvaziar a bexiga no mato e havia perdido o celular, onde depois guardei as suas coisas por um tempo. Mas depois fiquei sabendo que as coisas dela estavam a salvo com a própria.

Resumindo, depois de quilômetros carregando dois isopores cheios de bebida de Jurerê Nacional para o Internacional por causa de um ônibus errado, meu primeiro dia do ano foi MUITO legal e diferente!
Espero que o ano inteiro seja assim!

*****

Está feito o alerta.
Bora pra Jurerê? \o/

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