Sem Limite – Terceira Edição (3ª parte)

O dia mal amanheceu e a Karen (ADM) não parava de falar, e alto. Quem conseguiria dormir com um barulho daqueles? Só não sei o que foi pior: ela falando pela casa toda ou o Cintra acordando a gente cantando "Bom dia" no camping passado. O fato é que nunca se acorda em paz, afinal é um acampamento de bêbados. Mas tem gente que não pega o espírito da coisa...

Antes de amanhecer, uma menina revoltada com a vida foi até a área de festas, arrancou os cabos de som e levou pra casa. Minha opinião sobre isso: seu lugar é num retiro espiritual, não num camping. #fikdik

Fora esse momento Amy Winehouse geriátrico, o amanhecer foi tranquilo na medida do possível. E é nessa hora que você começa a remontar o quebra cabeças da noite anterior e descobrir peças novas. Percebi que tinha dormido no lugar errado, mas uma alma caridosa havia me coberto com um edredom. O mei saco de dormir estava embaixo da mesa da cozinha, enrolado e guardado de um jeito diferente, demonstrando que alguém o usou. Fui até o bar para começar o café da manhã: comprei três fichas de cerveja. O dia estava bem chuvoso e isso fez com que a galera esboçasse um ar de "estou morrendo de preguiça mas continuarei a beber mesmo assim". Foi daí que tirei o encosto da vadiagem e resolvi procurar a galera da organização para ver o que faziam.

Momento "Love is in the air": O amor vem quando menos se espera e pega de jeito os nossos corações. Ele é tão forte que quebra barreiras, tabus e preconceitos. Foi o que aconteceu com o Paulinho (ADM) e o Maurício (Economia). Eles foram e voltaram juntinhos, saíram de madrugada do camping para comprar crédito para o celular do Maurício (sendo que estávamos em um lugar sem sinal de celular), dormiram abraçadinhos no carro e, para firmar seu romance, enquanto um tomava banho o outro fazia suas necessidades no mesmo banheiro (sem divisória). Não é muita intimidade, Brasil?

Achei uma luva de couro e resolvi usar. Voltei à casa, peguei meu Rei Julian fui ver o que estava acontecendo, afinal ouvi uma falação fora do comum num dos quartos. Várias pessoas comentavam os fatos da noite anterior, enquanto a Luiza dormia como um bebê. Muito se falou sobre o Tortinho e os #tortinhofacts, como "Tortinho sempre leva multa por dirigir com a cabeça pra fora da janela". O LF comentou que o pijama com meia azul de uma menina era broxante, mas chegamos a conclusão que chegamos é que, para ele, o fato de fazê-lo broxar não era o pijama em si, mas que havia dentro dele. LF, inclusive, estava sentado em uma cama que, misteriosamente, apareceu quebrada depois da noite passada. É, pelo jeito o negócio (de alguém) pegou fogo por lá.

Voltei para a área de festas e me deparei com calouros se jogando na piscina, mesmo com aquele frio do diabo. WTF! Mas fazer o que... Alguns nem tinham ido dormir, viraram a noite bebendo e fazendo sei lá o que. O Couto já estava na função do almoço: arroz com a linguiça que sobrou do dia anterior, enquanto nós conversávamos, bebíamos e jogávamos bola ou truco ou Uno ou alguém na piscina (menos a Luiza, pois ela tinha ido dar uma descansada). Como eu não queria nada disso (exceto beber), tirei no bolso uma colher (?) e resolvi dar um de Spoon Man e saí atacando as pessoas como "o assassino horrivelmente lento com a arma extremamente ineficiente":



AAAAAAAAAHHHHHHH!!!


Enquanto isso, eu perdia mais de quatro vezes a fila do RU rango, que estava muito bom, por sinal. Depois disso o cansaço bateu conta de todo mundo (vide a Luiza,. por exemplo), e ficamos esperando o ônibus chegar. Um cara tinha agitado um vôlei na piscina, mas...





O ônibus chegou e o pessoal foi embora. Os que tinham carona continuaram o ritmo, pois iriam bem mais tarde. Ou seja, para eles o dia estava apenas começando e esperando para que as merdas acontecessem. Assim que o ônibus partiu a chuva começou a cair pra valer, e foi exatamente nesse momento que a galera restante decidiu que haveria sim vôlei na piscina!


A nossa amiga Tirza (ADM) começou a misturar bebida, mesmo sendo cientificamente comprovado de que isso não dá certo. Do nada ela começou a ficar muito doida, e ria de tudo (incluindo nessa lista uma joaninha que pousou no meu ombro). Cuidei dela um tempo, mas era só eu piscar que ela roubava a minha cerveja. ¬¬

Ela resolveu acalmar e, ao som da banda Déjà vu, ficamos sentados assistindo o jogo de vôlei.

Maurício e Paulinho. Ounnn... Que fofos!

Depois de um tempo o pessoal cansou da piscina e foi jogar futelama. Nós, os gordos ociosos, continuamos sentados, bebendo, contando histórias e vendo a chuva cair e o céu totalmente branco. A noite foi chegando, a Tirza foi ficando cada vez mais doida, a chuva cada vez mais forte e a galera cada vez mais bêbada. Depois de se quebrarem todos, o pessoal do futebol voltou e se lavou na piscina. Saíram todos e foram se arrumar para ir ambora. Nesse meio tempo a Tirza ficou me enxendo o saco:

- Miche...
- Fala!
- Miche, miche, miche...
- Que?
- Vai pra piscina...
- Pra que? Tá frio demais.
- ...
- ...
- Miche...
- Hum...
- Deixa eu te jogar na piscina!
- Eu não! Tá doida?
- Miche...
- Ah saco! O que foi?
- Deixa...
- ...
- Deixa?
- Tá bom...

E lá fui eu pra beira da piscina deixar ela me empurrar. Haja paciência. No fim das contas, quando a festa começou a ficar boa, APAGÃO! Sim, acabou a luz do camping! Mas foi bom pra perceber que já estava na hora de ir embora. Foi aí que começamos a comentar que nenhum camping é igual ao outro, exceto em uma coisa: quando você vai nunca mais quer deixar de ir.


AVISO IMPORTANTE


Muitas pessoas perderam alguns objetos no acampamento. Eu, inclusive, perdi meus óculos escuros novinhos - merda!. Ao todo encontramos vários objetos, entre eles 54 pares de chinelos, uma fatia de melancia e 11 toalhas. Caso você esteja passando por isso, procure nosso setor de Achados e Perdidos:

Chegue cedo!

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