Sem Limite – Terceira Edição (2ª parte)

A noite sempre é a melhor parte. Como esse camping começou mais cedo do que o ano passado, as pessoas ficaram bêbadas mais rápido também, e era apenas sete da noite quando o DJ Luciano soltou a primeira Macarena da noite. Claro, a galera foi à loucura e dançou no estilo "bailarinas do Faustão com hérnia de disco" (menos a Luiza (Contábeis), que estava domindo). E tudo só piorou com o Maracujá Joinville, bebida alucinógena que derruba qualquer um. Aliás, não entendo porque quando as pessoas estão sóbrias dizem "Argh! Maraca?! Nem f#dend*!", mas assim que bebem alguns goles de cerveja, o Maraca vira um manjar dos Deuses. Oh Glória!

Além de um pouco do mesmo, nesse camping tivemos novidades, como o já celebridade "Tortinho". Ele (prefiro não mencionar o nome) estava tão torto de bêbado que esbarrou com a cara na parede quando tentou passar pela porta do banheiro na posição horizontal. Chegamos a discutir sobre os #tortinhofacts, como "com o Tortinho não se faz o teste de bafômetro, e sim teste de ângulo"; "Tortinho construiu a Torre de Pisa" ou "o Tortinho não faz 69, faz 67". Para vocês terem uma ideia do efeito, conseguimos achar uma simulação na internet:



TÁ AMARRADO 3X!!!


JESUS FECHE MEUS OLHOS!! QUE MARMOTA DE SATANÁS É ESSA???
Ai que vontade de dar uma surra de Bíblia nesses fornicadoures promíscuos, homossexuais passivos e lésbicas masculinas que se embriagam e fazem baixarias em público!

Quando eu era Oca, eu era tão vadia, mas tão vadia, que ia nos acampamentos só para sensualizar!! Eu ia para o com um vestinho bem larguinho e antes de sair de casa passava um pouco de molho de carne em minha vagina!! Eu ficava andando pelo mato toda sensual, quando via um animal que me interessava, eu sentava na grama, abria minhas pernas e olhava para o céu!! O animal sentia o cheiro de molho de carne em minha vagina, entrava por debaixo do vestido e ficava passando a linguinha e eu começava a gemer e a me contorcer de prazer!! Os calouros ficavam loucos!!! Mas eu era tão sem discernimento e Oca, OCA, OCAAAAAAAA que achava aquilo o máximo!!

Mas Jesus me penetrou e eu sou uma mulher renovada!
Ensina pra eles o que acontece com o homenzinho torto, Aline Barros:




Êta Jesus Maravilhoso!!
Hana Macantarava Suya!


O Tortinho não foi a única atração da noite. Dizem as más línguas que o mato virou motel, além de algumas barracas que estavam mais movimentadas que fila de RU em dia de strogonoff de camarão.

Enquanto isso, na casa, aconteceu uma integração veterano-caloura que deu o que falar. Escancaradamente se trancaram no quarto, e pelo que dizem, não foi para conversar. Quem disse que o camping não integra as pessoas? É, pra falar a verdade, às vezes eu acho que até demais. Já no outro quarto, Reschke (Direito) se arrastava por baixo da cama e saia com a boca raspando no leozinho do Léo (Direito), enquanto todos comiam Pringles, e a Luiza dormia profundamente...

Nessa recepção infelizmente não contamos com a participação do Serviço Social. Não? Claro que sim! Fiz questão de levar minha camiseta de faxina calouro do curso e ela foi bem útil. Toda vez que alguém derrubava cerveja na mesa, eu tirava a camiseta, limpava a mesa e vestia de novo.

Lá pelas tantas fomos avisados de que havia alguém deitado no campo de futebol. Algumas pessoas correram para lá e se depararam com o Carreirão (Direito) em uma das cenas mais ridículas da história dos camping: ele estava deitado, altíssimo, na grama do campo. Mas pelo menos ele "conxiguia cuspizsxss".

Algumas pessoas bebem e ficam alegres. Outras bebem e ficam depressivas. Já algumas deixam aflorar seu instinto assassino. Foi assim que o Brichet (ADM) sorrateiramente entrou na casa, foi até a sala e pegou uma escopeta que estava pendurada na parede como adorno. Graças ao Diego (ADM) que tem instinto familar de policial, retirou a arma imediatamente das mãos do criminoso e evitou um genocídio, escondendo a arma em seu cabelo.

Lá fora a festa rolava solta. Os mais bêbados voltaram pra piscina, mesmo estando frio pra cacete. Não contente do que fez lá dentro, o Brichet também derrubou um calouro na piscina com celular e tudo, mais uma vez revelando sua face de serial killer. Aos poucos as pessoas ficavam cada vez piores e fora de si. Vide o Cintra (ADM), que tentava fumar o cigarro pela bochecha, e o Buiú (Direito), que num ato de desespero quase comprou um Cup Noodles por cinco reais, mas acabou levando por três. Rolaram alguns repetecos de casais dos campings passados, e alguns casais brigando. O LF, inclusive, pegou uma menina mais uma vez na vida. E assim todo mundo se deu bem (menos a Luiza, que continuava dormindo).

Nessa altura, com tudo o que tinha direito na cabeça, lembro de ter procurado por algum lugar escondido onde eu pudesse deitar e dormir um pouco. Encontrei a calçada atrás da casa, e foi ali mesmo. Fiquei um tempo sozinho (não faço ideia do quanto), quando apareceram Allan (ADM), depois Diego e depois, muitos doidos das dorgas, Marcelo (Contábeis), Tassi (Letras) e Heitor (Contábeis). Eu não me recordo muito do papo, pois continuei dormindo, mas lembro vagamente de eles rirem demais, alguém ficar pulando por cima de mim e o Heitor ensinando uma exótica receita: Macarronha (sim, meus queridos, o sufixo "onha" sempre é bem aquilo que vocês estão pensando).

Depois de um tempo melhorei e voltei ao bar, afinal, o show tem que continuar. A festa já estava meio miada, a chuva estava mais forte, e mesmo assim todos queriam mais. Ainda deu tempo de presenciar pérolas como o Heitor dizendo que adora chupar dedão de pé, ver o Marcelo dançando com a caixa térmica (pra mim ele a estava estuprando), o Ferrera (ADM) não usar a rede que levou - pois achou lugar melhor pra dormir - e a escala do bar ser totalmente furada.

Foi nessa hora que eu disse chega e fui dormir. Subi direto pra casa, não encontrei meu saco de dormir e me joguei no primeiro colchão que havia pela frente, pois assim como a Luiza, eu tinha poucas horas pra descansar e aproveitar mais um longo dia de bebedeira.

Continua...

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