Flashback: ChurrADM

Depois de um belo e suado Trote Sujo, os calourinhos pegaram bastante dinheiro pra gente fazer um churrasco bem legal e merecido pra eles e todo mundo do curso de Administração. Porém (há sempre um porém) nós não tínhamos um lugar! Oh my fucking God! Após meses de negociações e reuniões, conseguimos fechar tudo. Bom, pelo menos foi mais rápido do que a reforma do CFM, atrasada há mais de quarenta anos.

Tudo pronto? Não. O lugar era no Porto da Lagoa, e levar as coisas até lá exigiria um certo planejamento estratégico. Mas nós temos a perícia técnica e competência gerencial de administradores em formação! [?]

Para uma boa cerveja não pode faltar gelo, muito gelo. O Pedrão levou quase meia tonelada no seu carro, mas... Havia uma p*rr@ de uma ponte curva de acesso ao salão onde o carro não passava. FFFFUUUUUUUUU!!! O jeito foi levar o gelo de tudo que era jeito que se podia imaginar: de balde, na lona do carro, na tampa dos cestos de lixo, no saco de lixo, na camiseta, em sacolas... Ficamos nessa função por algumas horas quando os primeiros calouros apareceram. Lógico, com minha educação exímia de família sírio-libanesa os recepcionei da melhor maneira possível:

- Ué, o churrasco ainda não tá pronto? - questionou ironicamente uma caloura.
- Não... Deu problema no gelo e nem tivemos tempo ainda. Mas logo logo sai!
- O meu almoço é sempre meio dia! - disse, com cara de quem mandava alguma coisa.
- Então te fode, porque isso aqui é um churrasco e não um almoço.

Lógico, depois os temperamentos esfriaram por causa do gelo e tudo foi normalizando. Normalizando? Não existe coisa normal com tanta bebida misturada. Claro, a coisa demora um pouco pra pegar no tranco, mas quando arranca, amigo, só piora.

Cadê os espetos? Sim, não foi só o gelo que deu trabalho. Tínhamos apenas uma grelha para assar vários quilos de carne. Lógico, mandamos especialistas atrás do objeto fálico, que depois de um bom tempo trouxeram tudo o que estava faltando. Enquanto isso, o pessoal ficou conversando em cima da maldita ponte curva. Alguns tentavam conversar com o chileno, outros falavam sobre os professores embalsamados da UFSC, mas a maioria foi na esfera machista e sempre que conseguíamos expulsar uma menina na roda com nosso papo ogro fazíamos um brinde. Por isso um dos assuntos em pauta foi, como sempre, a Camila e sua arcada dentária fora do comum. Mas é claro que não podemos ficar zoando de problemas genéticos, não é?



O Kretzer é sempre um show a parte. Primeiro ele começou dançando sozinho com o copo encostado nas testa, algo extremamente sexy. Depois ele tirava os óculos escuros, olhava para as pessoas e dizia "Eu sou o Ciclope. Você morreu". Por fim ele encontrou uma cadelinha no cio e cheia de DORGAS (sim, antes disso ela estava completamente feliz mergulhando e pulando no rio amarelo da ponte) e o show estava completo. A cadela ganhou uma pulse rinha pra poder curtir a festa e beijos apaixonados do Kretzer. Mas dizem que ela foi embora sem deixar o telefone...

A bebida deixa alguns apaixonados realmente. Alguns por cachorros, outros por garrafas de maraca, e alguns se apaixonam por... todo mundo!!! A caloura Karen simplesmente saiu beijando todos (no rosto) com seu batom discretíssimo, deixando marcas comprometedoras na galera. Enfim, o amor é algo que nunca pode se perder.

Falando em perder, eis que entra Bruna Rocha no salão desesperada e aos berros de "Perdi meu carro! Cadê meu carro?!". Convenhamos que um carro não é algo muito fácil de se perder... Depois é que ela foi lembrar que tinha estacionado em outro lugar.

E você acha que só alunos estavam doidos?

- Caaaara, que festa é essa?
- Não tens pulseira? - perguntou a Ana Carla.
- Nãão, eu moro aqui. É que aqui é sempre tranquilo, mas t á rolando essa festa aqui desde cedo, daí desci pra conferir. Muito massa! Daí tinha cerveja ali e fui pegando e agora to aqui bêbado... Hahaha!

Nisso o som rolava solto no salão de festas, e a galera dançava sem parar. Aliás, destaque para alguns calouros pé de valsa, e outros que achavam que estavam na dança dos famosos, tentando colocar o pé na orelha mas na verdade o máximo que colocavam era a bunda no chão. Falando em calouros, inevitavelmente eles se reuniram em rodinhas, mas logo isso deixou de ser problema, ou passou a ser um. Um projeto de calouro (sim, que começará a estudar em 2010.2) passou a dar lições de moral no Diego (2008.1). De longe, uma das cenas mais bizarras e engraçadas do churrasco.



Acooooooooooooorda menina!
Hoje tenho uma receita... Olha, vou te contar! Ela veio de uma amigo meu que adooooooora experimentar coisas novas com os calouros, então resolveu me liberar seu truque com exclusividade. Papel e caneta na mão!

Farofa de Calouro

Você vai precisar de:

- 1 calouro cabeludo
- 1 prato de farofa
- Bebidas alcoólicas a gosto

Modo de preparo:

Cozinhe o calouro cabeludo nas bebidas alcoólicas em banho-maria por apoximadamente três horas. Deixe-o marinando numa mesa, com o cabelo exposto. Despeje a farofa em toda a superfície do cabelo, mexendo bem até obter uma mistura homogênea. Sirva a seguir. [?]

Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!


Uma grande preocupação da organização do evento era com as garrafas de cerveja. Sério, não podia sumir nenhuma! Mas quem disse que bêbado tem controle sobre alguma coisa? Com o tempo vi garrafas boiando no rio, quebradas, empilhadas por todo o canto... Juntamos o que pudemos, mas gente embriagada é ph*d@, e me incluo nisso. Ainda me pergunto: Por que fui contar sobre as malditas garrafas boiando no rio?

- Onde caiu a garrafa, Michereff?
- No rio, oras...
- Tá, mas onde?
- No rio, cacete!
- Tá, vai lá mostrar onde é!
- Mas pra que? Caiu no rio, meu! O rio corre só pra um lado...
- Aff...
- Mas é sério! Se eu jogar a garrafa de um lado, ela corre rio abaixo. Se eu jogar do outro, ela passa por baixo da ponte e corre pro mesmo lado...
- Mas Michereff, a gente precisa pegar a garrafa! Onde ela caiu exatamente?
- Na ponte!
- Vai lá mostrar então!
- Pra que?
- Meu Deus, Michereff...
- (Respira) Já faz mais de uma hora que a garrafa caiu! Já deve tá no mar uma hora dessas...
- A gente tem que achar essa garrafa! Vai lá mostrar onde ela caiu!
- Caralho, eu já disse que ela caiu no rio!
- Tá, deixa, ele tá bêbado...
- Eu não tô bêbado... Posso levar essa garrafa de maraca pro UFSCTOCK?

Sim, a festa já estava no fim, e alguns esticariam no UFSCTOCK. Antes disso, claro, entregamos as chaves pra faxineira do condomínio em perfeitas condições.

- Isso não é festa de gente civilizada, é festa de gente do gueto! (sic) Que porquindade! Quanta sujêra! Que imundiça! Uix uix!

É, pra alguns o churrasco não foi tão bom...

5 comentários:

  1. Eu sabiiiiiiiiia que tu não ia deixar de contar essa né Michereff! ¬¬
    Esqueceu de contar que na UFSTOCK eu continuei com os beijos (nada apaixonados). Semestre que vem vamos ver se esse churras sai antes né.
    Ah...só pra constatar, a estressada que perguntou do churrasco, como nao ficou pronto ao meio-dia, foi embora logo depois RECLAMANDO muito (aliás, é só o que sabe fazer!) Aff pra ela.
    Bom, no fim deu tudo certo, e como sempre, todos chegaram vivos. (não tão vivos assim).
    Amém.

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  2. o importante é que eu achei meu carro, o resto é resto!

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  3. haihaiuahuiahuiaha Porra velho, ficou bom, Mich!
    Se o churras vai sair antes eu não sei, pq semestre que vem a gente não tem mais nada a ver com isso! haha Quero ver fazer um do nivel do nosso, pq conseguimos fazer altos churras. :D
    As coisas ruins não merecem ser relatadas, no fim deu tudo (quase) certo ! hahaha Valeeu raça!

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  4. Eu realmente não lembro de nenhum calouro me dando lição de moral... a única conversa que eu tive com o calouro citado (perguntei pro Michereff que era) era sobre o CAAD, mas nada de lição de moral O.o
    Enfim, essa difamação é parte da campanha pra eu fazer a logo é?

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  5. Vou te confessar que não me lembro muito bem, só sei que ri pra baralho com aquilo, Diego. A Ana Carla tem muito mais detalhes, até porque ela não estava bêbada (eu acho).

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