Sem Limite – Segunda Edição (1ª parte)

Mais um Camping, mais chuva... Ninguém tinha a mínima noção do que esse acampamento seria, mesmo todos tendo a promessa de que seria pior que o último. E foi.

Saímos poucos depois das 14 horas da UFSC e fomos felizes pela estrada, todos falando suas abobrinhas de sempre, até que na primeira curva meu nariz começa a sangrar, do nada. Foi o suficiente pra todo mundo ficar preocupado, mas era só o aviso: “Cintra, nem chegue perto, pois estou nos dias!” Funcionou, graças a Deus.

Estancado o sangue, aproveitamos para relembrar os velhos tempos do primeiro Sem Limite, onde choveu e fez frio, o Cintra invadiu minha barraca (seguido do Thiago só de cueca de zebrinha), a Ritinha acordou a todos com um megafone, o Kretzer tentou estuprar uma menina, houve competição de tapa com o Vitinho, pé quebrado no futebol de sabão, meninos da Economia dormindo de conchinha, entre tantas outras coisas. Claro, na segunda edição muita coisa seria do mesmo jeito, ou pior.

O caminho seguiu tranqüilo, mesmo o Kretzer achando que selva é o nome dado às plantações de arroz e o Heitor achando que favela é o nome dado aos casebres de pessoas do campo. Mas logo a tal selva do Kretzer chegou, e ficamos com medo quando o ônibus estava tão alto que parecia estar voando. Uma caloura de Economia estava transparente de medo, quando cantávamos “Se essa p*rr@ não virar, olê olê olá, eu chego lá!” ou “Vira vira vira, vira vira vira, vira vira vira...”. Tá, confesso, até eu fiquei com medo, principalmente quando olhei pela janela, não vi o chão e quem estava auxiliando o motorista era o LF. TENSO.

Finalmente chegamos. O lugar era infinitamente melhor que o outro (pelo menos não tinha tanto mosquito). Tinha piscina, uma casa rústica muito bonita e uma área de festas enorme. É amigo... Estávamos fu. Começamos a carregar algumas coisas quando um estressezinho rolou entre a organização. “Ah, quer saber, vou beber!”. Peguei o microfone e fiz meu primeiro anúncio (de milhares): “Galera, a cerveja ta liberada!”. Perto do campo onde armaram as barracas senti um cheiro familiar de bolo e percebi que tudo ia escurecendo, além da noite. Aí sim, a galera começou a jogar bola, vôlei e beber.

Começou um pouco tarde a ter merdas acontecendo, mas quando começou não parou mais. O DJ da A1 Formaturas estava genial! As músicas animadas dele, no estilo “velório dos anos oitenta” alegraram os acampantes de tal forma que o negócio era começar a jogar uma sueca, afinal "o importante é o que importa". Mal comecei a ficar bêbado quando o Titi chamou a galera participante da Descarga Alcoólica, incluindo eu. E lá fomos nós. Cara, a pressão daquilo é absurda! Fiquei arrotando por horas...

Logo após começou a putaria festa. Mulheres bêbadas, homens bêbados... Bem, até o LF se deu bem! Dizem que ele pegou uma mulher, e que essa pegou mais pessoas e deu em cima da Ritinha (estudante de Serviço Social) e oferecia algo seu para os outros. Que bondosa. Além dela, a Ritinha também foi assediada por alguém da organização. A bebida entra e a verdade sai. O Heitor foi tomar banho e deu bobeira: deixouy a mostra sua cueca de oncinha. É, camping revela vários segredos.

Falando em bebida, ela pode deixar as pessoas felizes ou tristes; calmas ou agressivas. Várias cadeiras foram quebradas, inclusive uma mesa de mármore. Depois eu que sou gordo...


“Dale a tu cuerpo alegria Macarena
Que tu cuerpo es pa' darle alegria y cosa buena
Dale a tu cuerpo alegria, Macarena
Heeeeeey Macarena! AAAAAAAAAAAI!”


Quem diria, depois de anos dancei a Macarena. E várias pessoas também, afinal já tava todo mundo doido! Eu já estava querendo demais a tequila que o Kretzer trouxe, já tinha bebido a Jurupinga do Titi e Cuba com mais algumas pessoas. Chegou a tão sonhada hora da primeira refeição oferecida: cachorro-quente. Todo mundo estava numa larica absurda, comendo pão com molho, pão seco, pão com terra... Logo após isso é que pulei na piscina várias vezes... Bom, prefiro não comentar. Estava conversando com o Couto no bar quando meu nariz começou a menstruar denovo. Saco! Fiquei lá com um O.B. tamanho GG no nariz bebendo, óbvio.

Ah, os gogoboys do C6 apareceram também! Nós não perdemos a chance de exibirmos os corpinhos sarados na mesa do bar (antes de ser quebrada, lógico, porque temos a manha). Menos o Marcelo, que quis subir na pedra... ¬¬ O DJ já estava mais louco que o Batman quando fomos buscar a tequila. Nessa hora o Fejão já estava dormindo (LAMENTÁVEL) e ouvíamos sons molhados saindo das barracas vizinhas. Pelo visto a Tessália fez mais sucesso do que imaginei...

Voltamos e bebemos a tequila, sem sal, sem limão, sem nada. Bom, a partir daí não me lembro... Mas, pelo que me contam, vomitei azul, fiz peixinho na quadra de volei de areia, me encontraram desmaiado nas pedrinhas na frente da casa... É, acho que foi a pressão baixa. Me contaram também que houve garotas de um curso com acento circunflexo que entraram na barraca de meninos para fazer um movimento conhecido entre os rapazes. Mas, com certeza a história mais comentada do meu momento de amnésia foi o paranormal Chico Kretzer. Uma manifestação espiritual diferente, onde o Kretzer recebeu entidades que transmitiam sua mensagem através do psicogorfo. Os vômitos traziam do além recados ou imagens. Há quem diga que podia-se ver a Capela Sistina num deles.

Depois de horas e horas de bebedeiras, as pessoas foram descansar. Ou, pelo menos tentaram, porque não houve muito tempo pra isso. Afinal, muito mais histórias viriam no dia seguinte.

3 comentários:

  1. Esqueceu de mencionar que teve um gordinho meio careca da ADM que pegou alguém tbem, ... em um de seus incriveis mergulhos pela piscina enquanto brincava de pequena-sereia, mal sabe ele que a guria parecia mais a malévola Ursula (vide conto da Disney). Pimenta no rabo dos outros é refresco ein ! ... hahahha .... que calouras da economia são essas que eu não to sabendo ?

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  2. UHAIHHIHUHUH o carinha te entregou, pegou a URSULA! UAHIUAHUIHIHHAIUAH festa mara ein! :D

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  3. faltou só comentar q geral se cortou.....
    se ralou.... e levaram varios tombos de bebados...
    inclusive eu fui um deles....
    cai na cerveja q eu mesmo derrubei no chão...
    na hora q fizemos uma quase roda punk....

    mas foi mto massa o camping... pelo menos pra mim.... zuei mto....

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