Gincana do C6

Trabalhei até as 13:00 e corri para a UFSC. Uma das coisas mais engraçadas estava para acontecer: a Gincana do C6. Seis cursos rivais na hora de competir, mas unidos na hora de beber. Foi legal ver aqueles montinhos de camiseta colorida, cada qual com seu curso. Essa era a primeira gincana onde pude ver as seis cores destacadas e confirmo que isso ajuda muito na hora das provas. Não foi uma estratégia muito boa fazer o trote sujo uma noite antes, mas não tínhamos escolha. Isso pode ter prejudicado a equipe da ADM, só que logo percebi que não mudaria muito o fato de não ficarmos nas primeiras posições.

Nós tínhamos cinco calouros quando cheguei. Uma vergonha, pra não dizer menos. Eu estava quase pronto para vestir a camiseta azul e participar como calouro quando eles começaram a aparecer, graças a Deus. Mas mesmo assim estávamos perdendo feio para os outros cursos... A Gincana do C6 é um dos eventos da Recepção Integrada que planejamos para os queridos novatos. Sim, no começo do semestre eles são a atenção de todos.

A ressaca do dia anterior me impediu de beber logo de cara, mas aos poucos fui me enturmando e dando a bebida energética (Maracujá Joinville) para ajudar nossos calouros na resistência da primeira prova: a centenária (mentira, pois a UFSC só tem 50 anos) Caça ao Tesouro Etílica. Nessa prova os calouros, amarrados uns aos outros, devem ir até pontos da UFSC dados através de dicas, voltar ao CSE, beber um pouco de maraca e seguir para outro ponto. Os nossos calouros, pra não dizer mais, fizeram um fiasco. Isso aconteceu porque eles não tiraram as fotos (parte da gincana feita nas primeiras semanas) e, portanto, não conheceram os pontos da UFSC. Mas tudo bem, tínhamos chances nas outras, já que estávamos com 16 calouros. Ufa!

A dança da Cadeira veio logo em seguida. Ao som de Rebolation, os calouros ficavam dançando e tentando garantir seu lugar ao sol. Infelizmente o Direito levou essa. Que vergonha... No semestre passado a ADM fez seu pior fiasco da história no Cabo de Guerra. “3, 2, 1... chão!” LAMENTÁVEL. Por esse motivo era obrigação fazer melhor e, no mínimo, ganhar. GANHAMOS!!! Que felicidade... =D

Num meio tempo pude presenciar a cantada mais bizarra da minha vida. Eis que eu e o Daniel da minha sala fomos até o CAAD pegar alguma coisa quando o calouro Bibas estava lá. Aparece uma caloura de Serviço Social e fala com ele:

- Nossa, eu acho que te conheço... Eu pegava ônibus contigo, não pegava?
- Hum... Acho que não... - disse ele.
- Será? - respondeu ela.

Nisso eu e o Daniel viramos para pegar a tal coisa - lembrei, uma caneta - e voltamos. Demos de cara com os dois se agarrando. Que mundo é esse, meu Deus?

Depois disso partimos para o Torta na Cara. Patrocinado pelas Tortas Franzon (deliciosas, por sinal), os calouros (burros) mostraram seus conhecimentos gerais. Claro, foi tortada para tudo que é lado. Nisso nosso amigo Titi (do Direito) foi ficando cada vez mais doido, até chegar no ponto de sair correndo em direção à rotatória e mergulhar numa lata de lixo.

Houve os tradicionais duelos de gritos de guerra. A ADM puxa o “Looooooooocoooooooo, loco, loco, loco, loco! Faço ADM!”. O pessoal do Direto fica com invejinha e canta (a mesma coisa de sempre) “Ei, ei, ei, fiz ESAG e não passei!”. ESAG? O que é isso? “ESAG, que porcaria! Eu nem sabia que essa p*rr@ existia!”. Aí a Economia vem e canta “Nós vamos te f#d&r, nós somos Economia! Embaixo da mesa, em cima da pia!”. A gente devolve com “Economia, que porcaria, tem tanto homem que parece Engenharia!”. “O ADM, bando de otário, com o teu salário eu pago o meu estagiário!” vem e a gente devolve “Direito, vai se f#d&er! Faz cinco anos e não passa na OAB!” ou “Pinto molhado no c* do advogado!”. O nível baixa, mas aí vem os gritos de guerra da ADM sem sentido nenhum para amenizar o clima. “Eu já falei, vou repetir! Eu já falei, vou repetir! Eu já falei, vou repetir!, (infinito até cansar)”, ou “Vou falar denovo: DENOVO! Vou falar denovo: DENOVO! Vou falar denovo: DENOVO! (infinito até cansar)” ou “um, dois, três! Quatro, cinco, seis! Sete, oooooooooooooooooitooooooooooooo, sete, oooooooooooitooooooooooooooooo (enquanto girar e pula sem sentido definido)”. É, somos retardados.

Antes de prosseguir paramos para uma foto geral. Cara, depois de quase nove meses no CAAD e, ao mesmo tempo, no C6, fiquei arrepiando quando aquela galera toda berrou “C6” em coro. Sério, é muito legal ver os seis cursos que pensam tão diferentes juntos e se divertindo. Tá, chega desse papo homossexual (nada contra).

A última brincadeira foi (e sempre é) a mais engraçada: a Rodobaca. Bem parecida com a que aconteceu no nosso trote, o calouro deveria correr, tomar maraca, girar no cabo de vassoura, responder uma pergunta idiota e voltar. Nessa hora estávamos tão bêbados que nem me lembro quem foi o curso ganhador. Nós da organização também participamos, e ao coro de “Ei, Cintra, vai tomar no c*!” vimos o próprio de esborrachando no chão. Fui três vezes seguidas, cortei meu dedão com um caco de vidro e depois sofri as consequências. O resto da noite eu me lembro vagamente de algumas coisas, como dançar sertanejo com alguém (acho que era a Camila do RI), discutir sobre trote sujo com pessoas do CALE e CALISS e dormir na mesa do CAAD. É, vou parar de beber (aham, Claúdia, senta lá).

Um comentário:

  1. ahan claudia senta lá! a primeira coisa q comentei foi isso pq vc promete parar de beber desde q te conheço UIHEOUHUHUOAH!!!

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