Churrasco da organização

"Então galera,
Vai rolar o churrasco hoje no anexo da organização? Tem bastante gente contando com isso!
Abraços,
--
Vilmar Michereff Junior"

Tive que manda um email para o grupo do C6 perguntando. Afinal, já era meio dia e ninguém nem tinha tocado no assunto do churrasco. Havíamos combinado de fazer esse churrasco após a Cervejada com as cervejas que estavam lá desde os Happy Hours passados. Assim, depois de uma troca intensa de emails na tarde da segunda-feira (véspera do aniversário de Florianópolis) vários vagabundos cachaceiros decidiram por fazer.

Cheguei lá e nada havia sido preparado. O pessoal do CACiC estava firme e forte na sua reforma e havia alguns perdidos por lá (como sempre). Bom, aos poucos a coisa foi acontecendo, as pessoas foram preparando tudo e, finalmente, começamos a beber. Só que eu não sabia do tamanho da merda que aquele, até então simples, churrasquinho (naturalmente, sem carne) ia virar.

Surgiram dois violões, um Cajon e, pra infelicidade de muitos, um microfone. Sim, um microfone para a
Jaqueline (vice do CAAD). Eu digo que o microfone está para a Jaque assim como o megafone está para a Ritinha. Sério, até se a Jaque tivesse vontade de arrotar faria isso no microfone. Ela agarrou aquilo com um amor incondicional e tentava agitar a galera, mas a galera não estava muito afim de agito (ou não). Apesar de tudo ela canta super bem (ao contrário do Edu e seu Cajon - ai meu ouvido!).

- Maraca!

Sim, eu achei garrafas de maraca. Acho que foi daí que tudo começou a desandar. A galera largou a cantoria e colocamos um som eletrônico pra todos ficarem mais à vontade. Ficaram até demais. Um pessoal se achou "os gogoboys da lage" e subiu numa mesa. O João tentou, mas quase caiu num escorregão muito engraçado. LAMENTÁVEL. Minha camiseta estava suada, então eu acabei pegando uma de calouro de Serviço Social que havia no nosso CA. Não sei porque, mas a partir daí me deu uma vontade incontrolável de varrer o chão e limpar tudo! Tanto que até varri algumas vezes... (brincadeira, meninas!).

- Rodobaca!

O LF insistiu tanto na ideia que lá foram todos pra rua, com duas Taças do Mundo, brincar de rodobaca. Nem preciso dizer que tomei um banho de vodca com cerveja. Não contentes, alguns arruaceiros pegaram os carrinhos de supermercado e inventaram outro tipo de brincadeira: O Carrinho da Alegria do C6.


Ai, bati meu cóccix!


Depois disso ter se repetido várias e várias vezes, inclusive contra o muro, apareceram vários seguranças pra ver o que estava acontecendo. "Ah, são estudantes... Normal...", disseram. Como assim é normal brincar de Jackass? No outro dia é que fui descobrir que o Bomtorim domina a arte do Le Partoba.

Eu já estava vendo duendes atrás dos arbustos quando a galera desistiu da brincadeira e voltou a beber o que ainda sobrava. Casais se formaram, eu fiquei imitando a Gabiherpes sem parar e alguns ficaram bêbados demais. Ou seja, tudo começou a ficar bem chato.

Esse foi mais um dos churrasquinhoso improvisados dos CA's do CSE e CCJ. Foi legal e tranquilo como de costume. No fim das contas percebemos que o pessoal do C6 é, de longe, um dos mais retardados da UFSC.
*****

P.S.: Algumas pessoas assistiram ao vídeo e me perguntaram "Pow, e o Bomtorim tá bem?". Segue a resposta dele na lista de emails do C6:

"Eu me sinto compelido nesse momento a contar o ocorrido dessa manhã...

Depois de rolar na cama por 3 horas sem conseguir durmir
(sic) (após o desaparecimento do efeito do álcool e o aparecimento de uma dor insuportável). Eu fui obrigado a ir no H.U. para tirar uma radiografia do meu coquis (sic) com suspeita de fratura. Para sorte minha e para felicidade dos meus colaboradores, não existia fratura alguma (mas apenas "um trauma no coquis (sic)" e a maldida dor insuportável).

Resultado, depois de alguns analgésicos a dor melhorou. Mas apesar disso, vou ter que ficar uma semana sentando de lado e fazendo compressa de água fria na região do coquis
(sic). (Isso mesmo, vou ter que colocar gelo nas nádegas 4 vezes por dia).

Enfim... Para aqueles que não fazem idéia do que eu estou falando... Peço que o senhor Cintra coloque o video em evidência
(N.A.: o mesmo que foi postado aqui).

Abraços meus queridos.
"

O Pulo no Lago

Ontem ocorreu algo diferente na UFSC. Lembram quando eu falei sobre o Boitatá? Pois então, essa não foi a única mudança na "área". Eles reformaram o laguinho e colocaram uns patinhos nadando... Óóó... Que bonitinho... Béééééh! Resposta errada!

A UFSC anda enfrentando um problema parecido com um pão cheio de fermento: está inflando, inflando, inflando até explodir. É um crescimento sem sustentabilidade. Aulas sem professores e sem salas, centros precários, problemas no nosso querido RU, essas coisas. Vendo isso, alguns alunos e o DCE fizeram uma manifestação ontem, na inauguração daquela estátua MA-RA-VI-LHO-SA e seu lago cristalino.

Eu pulo, eu pulo, eu pulo no lago sim!

A manisfestação não foi contra as obras realizadas, mas criticou as prioridades da administração da UFSC. Agora, além de vacina contra a gripe suína, essa galera vai ter que cuidar da malária, dengue e leptospirose.

A imprensa, o artista e a reitoria estavam presentes na cerimônia e viram aquilo tudo acontecendo. Algumas pessoas aplaudiram bastante o "feito dos nossos heróis" (Pedro Bial mode off). Pois é, mas parece que teve gente que não gostou muito da gritaria.


Tenso mesmo é saber que o Boitatá agora é também o Olho-que-Tudo-Vê da UFSC, pois instalaram duas câmeras de vigilância na cabeça dele. Ontem a noite vi aquele olhão vermelho aceso nos vigiando que primeiro, de longe, me lembrou uma zona, mas logo me fez vir à mente algo que conhecemos por aí.



MEDO!

O RU

Na chamada Santíssima Trindade, cada um tem sua peculiaridade. No RU todo estudante quer ir; na BU o estudante só vai quando quer; no HU nenhum estudante que ir. Hoje vou falar um pouco sobre o mais frequentado.

O RU (conhecido internacionalmente como Who) é o restaurante universitário da UFSC. O seu preço, R$1,50, atrai os estudantes de qualquer classe social e de paladar pouco aguçado. E aí entra uma alusão que fiz uma época atrás: o RU pode ser comparado a um regime socialista, onde todos tem acesso, pelo mesmo preço e na mesma quantidade e qualidade, à comida, não tendo direito à melhorias ou escolhas. É, amigo, o RU também é cultura!

Dizem que o RU melhorou muito nos últimos anos. As filas diminuiram para 7 quilômetros e, pasmem, têm máquina de suco liberada! Sim, suco do Chaves! Tem o de abacaxi que parece maracujá e tem gosto de laranja, tem o de laranja que tem cor de tangerina e gosto de maracujá e tem o de maracujá que... ops, acabou o de maracujá. Aliás, há uma curiosa placa nas máquinas de suco: "Por favor, não lave as mãos e faça higienes pessoais nesta máquina." Mas COMO ASSIM algum animal de teta lava a mão na máquina de suco do RU? Tá, eu já vi gente lavando o cabelo na pia de lavar as mãos da saída, mas aí tudo bem...

No RU há surpresas, sempre. Uma noite dessas fui jantar morrendo de fome e pressa. Cheguei perto do buffet e exatamente na hora de me servir, adivinhem: acabou o arroz.

- Ô moça - disse, chamando a moça que controla a distribuição da "carne". - Acabou o arroz...
- Ããã... - balbuciou ela.
- Moça, eles foram buscar mais? - Nisso ela acorda, percebe que o arroz acabou e vai perguntar na cozinha. Logo ela volta com um sorriso amarelo.
- Ããã... Não tem mais arroz... Ããã...
- Tá, moça, mas você quer que eu coma feijão com creme de milho?
- Ããã...
- ...
- Ããã... - Passam-se dez minutos sem resposta até que um cozinheiro avisa que viria macarrão (o famoso óleo-e-óleo), mas eu não sabia que eles ainda iriam plantar o trigo.

Já no último fim de semana cheguei lá e me deparei com frango ensopado à vontade. Vai entender...

Nesse semestre também, devido às obras atrasadas da terceira ala, fizeram um RU provisório de lona. Parece um circo. Ah, ficou legalzinho, vai... (até o próximo ciclone).

Há também que se ter sorte. Sorte de pegar um prato limpo, sorte de não pegar um talher pegajoso de gordura, sorte de a mulher da carne ser generosa. Falando em generosidade, a diminuição de UFSCães segue a mesma proporção do aumento de carne nas refeições. Será??? Será que tu merece???

O cardápio é uma atração à parte: Risosso (risoto de osso), Bife 007 (frio, duro, com nervos de aço e licença pra matar), Água de Esgoto (creme de ervilha), entre tantas outras. Se você reparar bem, há uma cadeia cronológica no cardápio do RU:

- Segunda - eles servem bife;
- Terça - o bife que sobrou vira picadinho;
- Quarta - o picadinho que sobrou vira carreteiro;
- Quinta - o carreteiro que sobrou vira almôndega;
- Sexta - a almôndega que sobrou vira carne moída;
- Sábado - hora de comida nova: empanado de frango;
- Domingo - um peixinho (ou se tudo der errado, batata palha).

O mais importante de tudo é não esquecer sua carteirinha em casa e aproveitar as maravilhas que essa verdadeira Cantina Universitária (CU) pode oferecer, afinal como diria Lavoisier, "No RU nada se cria, nada se perde, tudo vira almôndega".

Alguém aí tem um passe do RU?

Cervejada do C6

Estava indo pro meu trabalho quando vejo, de longe, o Diego indo pro dele. Ele sorri, faz um aceno e aponta pro céu, como se dissesse "Olha o céu! Que dia lindo pra nossa Cervejada!". Eu pensei "Que looser! Se o dia amanheceu quente e abafado, sem nenhuma nuvem, em Florianópolis, é bem provável que à noite chova." Pois bem, depois do trabalho eu voltei correndo para a UFSC para ajudar na preparação do evento e percebi que o tempo estava virando. Mesmo assim estávamos confiantes de que tudo daria certo [?].

Essa cervejada deu bastante trabalho e muita coisa não estava certa até horas antes de acontecer. Isso fez todos ficarem tensos. Pouco mais de um terço das fitinhas tinha sido vendida e pensamos que todo o trabalho estava arriscado. Fui pro Assim & Assado ajudar nas vendas e comecei a perceber que, além do tempo, as vendas também tinham virado. Aliás, mania de universitário deixar tudo pra cima da hora. Jizuiz!

Tinha aula de Estatística II e ela foi, de fato, engraçada. Primeiro eu sacaniei com os matadores de aula. O Portela (da ADM, mas que bom seria se fizesse Economia), a Gabi e mais alguns estavam fora da sala quando eu mando uma sms "Chamada!". Numa manda todos eles voltam correndo e o professor nem sinal de chamada tinha dado. Me juraram de morte. Depois o calouro virgem abre a porta e me sinaliza perguntando sobre sua camiseta e chinelo que guardamos no dia do trote. Eu apontei pra Bruna Rocha, pois as coisas estavam com ela. A Ana Carla, bem p@# no c*, diz pra ele entrar que não tinha problema nenhum. Ele entrou num passo e perguntou pra Camila se podia. Ela deu de ombros e ele foi direto falar com a Bruna, no meio da sala. O professor virou, viu aquela cena e logo berrou:

- Você! - apontando pra ele - Sai! Sai agora! Some! Rua! Vai, agora!

Claro, o calouro baixou a cabeça e saiu ao som de gargalhadas. Um calouro que tem o apelido de virgem e é expulso pelo professor na sala dos seus veteranos terá que comer muita farinha pra conquistar moral. Lamentável. Depois de um sermãozinho do professor a aula durou mais alguns minutos e fomos dispensados.

Corri pro pátio da reitoria, palco da Cervejada. O bar dessa vez ficou bem mais fácil pra servir. A galera foi chegando aos poucos e começamos a contagem regressiva. No começo o movimento foi fraco, mas em pouco mais de quinze minutos nós mal dávamos conta dos selvagens pedindo cerveja. E tem gente que acha que pode passar a perna na galera do bar... Hum, senhora caloura moita!

Como comentei no post anterior, o esquema 1-2-1-2 sempre rola. No começo eu me servia na minha caneca, mas depois que a correria aumento negócio era beber a cerveja que restava no bico mesmo. Abridor, pra que? Comecei a abrir as garrafas no dente mesmo!

Em dia de Cervejada todo mundo sabe o seu nome. As pessoas aprendem a te chamar pra ver se conseguem a cerveja de forma mais fácil. Não é bem assim... Mulheres primeiro! Por causa da demanda, o LF ficou só na função de pegar as cervejas na caixa térmica. Fui lá pedir uma garrafa e ele ficou demorando, e demorando... Berrei com ele e o que levei? Uma porrada de gelo na cara. Fui me vingar jogando gelo nele e em meio segundo o bar todo estava numa guerra de gelo! Bom, pelo menos isso fez com que a galera afoita por cerveja desse uma acalmada.

Depois de servir por quase três horas sem parar, parei pra descansar um pouquinho. Nisso pude dar uma olhada no público e ter noção de como estava a festa. Subi numa pilha de caixas e vi a multidão que cercava o bar. Eu nunca vi tanta gente junta na UFSC! Pelo que me falaram foi a maior cervejada que já aconteceu, mas eu não se isso é entusiasmo ou verdade.

Depois que viu a gente lá em cima, nas caixas de cerveja, a Luiza (estudante de Economia) se sentiu a Beyoncé da Cervejada e foi lá também. Ela não tem o glamour nem a grana, e desceu de ombro, literalmente. O ombro ficou fora do lugar por alguns minutos, até alguém do CACiC colocá-lo no lugar num golpe do Mestre Miagui. Ainda bem que ela estava... hum... não-sóbria, porque isso dói pra carvalho.

O tempo fechou, mas não choveu. Na verdade o tempo fechou mesmo foi no bar. Como sempre há aquele bêbado que se passa, aquele cara que se acha da organização só porque ganhou uma camiseta no dia pra ajudar a servir cerveja... Olha, sei que tem gente espumando só de pensar na cena. E com razão.

O som tava ótimo! Deu até pra dançar em cima das caixas térmicas bebendo maraca e pisar em falso, caindo no chão. Também deu pra ver o Kretzer mais doido que o Batman se sentindo O barman. O melhor de tudo mesmo era que não tinha fila no banheiro. Coisa de Deus!

No final, por causa da nova Resolução de Festas da UFSC, tivemos que encerrar a festa às 2 horas. A galera reclamou um pouco (normal, estavam todos embriagados) mas a cervejada foi um sucesso. Esgotado, fui pra casa.


Em tempo: Bêbado faz coisas impressionantes, não é? Eu cheguei em casa e ainda fiz uma pipoca de microondas, vi um pedaço de seriado, comi duas fatias grossas de mortadela, abri mais uma cerveja, fumeir dois cigarros, escovei os dentes e fui dormir e nem me lembro de ter feito nada disso. O ser humano é incrível!

Boitatá da UFSC

Apesar de vermos as oscilações na Economia Mundial, a UFSC (por ser um universo à parte) consegue manter alguns produtos longe da inflação. Há vários anos, duas coisas UFSCquianas mantém seus preços inalterados: o passe do RU a R$1,50 e a famosa promoção de 3 cervejas por R$5,00 nos Happy Hours. Ou seja, os estudantes não precisam se preocupar: a Hierarquia de Necessidades de Maslow, que tem como base a comida e bebida, é facilmente cumprida com os preços acessíveis da UFSC.

Porém, como tudo tem seu lado ruim, o RU acelera o aquecimento global. Sim! Como? No processo de digestão dos alimentos do RU, seu estômago produz aceleradamente CO², que vai sendo liberado descontroladamente ao longo do dia. Outro problema frequente é de cunho social onde as pessoas, por conta da produção excessiva do CO², constantemente se afastam dos frequentadores do Restaurante Universitário.

Ontem a noite fui ao RU para economizar no orçamento alcoólico. Fiquei por uns minutos observando a nova estátua, gigante, do Boitatá que colocaram no lago reformado. Pra mim (e pra muitos) aquilo parece o esqueleto de uma Drag Queen maconheira, com aqueles olhos vermelhos e estranhos. Enfim, não é a primeira e nem vai ser a última estátua esquisita da UFSC.

Hoje vai ser noite de Cervejada do C6 (festa open bar, dentro da UFSC, aberta a todos os públicos). Também tem trote da Produção, mas esse acho que ninguém vai. A correira vai ser absurda mas o final recompensa, uma vez que no bar de cervejada se trabalha no esquema 1-2-1-2 (um gole pra você, dois goles pra mim, um gole pra você, dois goles pra mim).

É hoje que volto pra casa no estilo cobra (rastejando)!

Gincana do C6

Trabalhei até as 13:00 e corri para a UFSC. Uma das coisas mais engraçadas estava para acontecer: a Gincana do C6. Seis cursos rivais na hora de competir, mas unidos na hora de beber. Foi legal ver aqueles montinhos de camiseta colorida, cada qual com seu curso. Essa era a primeira gincana onde pude ver as seis cores destacadas e confirmo que isso ajuda muito na hora das provas. Não foi uma estratégia muito boa fazer o trote sujo uma noite antes, mas não tínhamos escolha. Isso pode ter prejudicado a equipe da ADM, só que logo percebi que não mudaria muito o fato de não ficarmos nas primeiras posições.

Nós tínhamos cinco calouros quando cheguei. Uma vergonha, pra não dizer menos. Eu estava quase pronto para vestir a camiseta azul e participar como calouro quando eles começaram a aparecer, graças a Deus. Mas mesmo assim estávamos perdendo feio para os outros cursos... A Gincana do C6 é um dos eventos da Recepção Integrada que planejamos para os queridos novatos. Sim, no começo do semestre eles são a atenção de todos.

A ressaca do dia anterior me impediu de beber logo de cara, mas aos poucos fui me enturmando e dando a bebida energética (Maracujá Joinville) para ajudar nossos calouros na resistência da primeira prova: a centenária (mentira, pois a UFSC só tem 50 anos) Caça ao Tesouro Etílica. Nessa prova os calouros, amarrados uns aos outros, devem ir até pontos da UFSC dados através de dicas, voltar ao CSE, beber um pouco de maraca e seguir para outro ponto. Os nossos calouros, pra não dizer mais, fizeram um fiasco. Isso aconteceu porque eles não tiraram as fotos (parte da gincana feita nas primeiras semanas) e, portanto, não conheceram os pontos da UFSC. Mas tudo bem, tínhamos chances nas outras, já que estávamos com 16 calouros. Ufa!

A dança da Cadeira veio logo em seguida. Ao som de Rebolation, os calouros ficavam dançando e tentando garantir seu lugar ao sol. Infelizmente o Direito levou essa. Que vergonha... No semestre passado a ADM fez seu pior fiasco da história no Cabo de Guerra. “3, 2, 1... chão!” LAMENTÁVEL. Por esse motivo era obrigação fazer melhor e, no mínimo, ganhar. GANHAMOS!!! Que felicidade... =D

Num meio tempo pude presenciar a cantada mais bizarra da minha vida. Eis que eu e o Daniel da minha sala fomos até o CAAD pegar alguma coisa quando o calouro Bibas estava lá. Aparece uma caloura de Serviço Social e fala com ele:

- Nossa, eu acho que te conheço... Eu pegava ônibus contigo, não pegava?
- Hum... Acho que não... - disse ele.
- Será? - respondeu ela.

Nisso eu e o Daniel viramos para pegar a tal coisa - lembrei, uma caneta - e voltamos. Demos de cara com os dois se agarrando. Que mundo é esse, meu Deus?

Depois disso partimos para o Torta na Cara. Patrocinado pelas Tortas Franzon (deliciosas, por sinal), os calouros (burros) mostraram seus conhecimentos gerais. Claro, foi tortada para tudo que é lado. Nisso nosso amigo Titi (do Direito) foi ficando cada vez mais doido, até chegar no ponto de sair correndo em direção à rotatória e mergulhar numa lata de lixo.

Houve os tradicionais duelos de gritos de guerra. A ADM puxa o “Looooooooocoooooooo, loco, loco, loco, loco! Faço ADM!”. O pessoal do Direto fica com invejinha e canta (a mesma coisa de sempre) “Ei, ei, ei, fiz ESAG e não passei!”. ESAG? O que é isso? “ESAG, que porcaria! Eu nem sabia que essa p*rr@ existia!”. Aí a Economia vem e canta “Nós vamos te f#d&r, nós somos Economia! Embaixo da mesa, em cima da pia!”. A gente devolve com “Economia, que porcaria, tem tanto homem que parece Engenharia!”. “O ADM, bando de otário, com o teu salário eu pago o meu estagiário!” vem e a gente devolve “Direito, vai se f#d&er! Faz cinco anos e não passa na OAB!” ou “Pinto molhado no c* do advogado!”. O nível baixa, mas aí vem os gritos de guerra da ADM sem sentido nenhum para amenizar o clima. “Eu já falei, vou repetir! Eu já falei, vou repetir! Eu já falei, vou repetir!, (infinito até cansar)”, ou “Vou falar denovo: DENOVO! Vou falar denovo: DENOVO! Vou falar denovo: DENOVO! (infinito até cansar)” ou “um, dois, três! Quatro, cinco, seis! Sete, oooooooooooooooooitooooooooooooo, sete, oooooooooooitooooooooooooooooo (enquanto girar e pula sem sentido definido)”. É, somos retardados.

Antes de prosseguir paramos para uma foto geral. Cara, depois de quase nove meses no CAAD e, ao mesmo tempo, no C6, fiquei arrepiando quando aquela galera toda berrou “C6” em coro. Sério, é muito legal ver os seis cursos que pensam tão diferentes juntos e se divertindo. Tá, chega desse papo homossexual (nada contra).

A última brincadeira foi (e sempre é) a mais engraçada: a Rodobaca. Bem parecida com a que aconteceu no nosso trote, o calouro deveria correr, tomar maraca, girar no cabo de vassoura, responder uma pergunta idiota e voltar. Nessa hora estávamos tão bêbados que nem me lembro quem foi o curso ganhador. Nós da organização também participamos, e ao coro de “Ei, Cintra, vai tomar no c*!” vimos o próprio de esborrachando no chão. Fui três vezes seguidas, cortei meu dedão com um caco de vidro e depois sofri as consequências. O resto da noite eu me lembro vagamente de algumas coisas, como dançar sertanejo com alguém (acho que era a Camila do RI), discutir sobre trote sujo com pessoas do CALE e CALISS e dormir na mesa do CAAD. É, vou parar de beber (aham, Claúdia, senta lá).

Trote Sujo

É, ele existe. O trote sujo é um tradicional rito de passagem em vários cursos, em especial na ADM. Nós, inclusive, somos os únicos do CSE que fazemos isso ainda hoje. Nesse tema rola muita polêmica ao redor, mas muitos dos que falam mal pouco sabem sobre o que realmente acontece no trote sujo da ADM nos dias atuais.

Costumamos ver pelo Brasil afora trote violentos com gasolina, calouros bebendo álcool de posto (hummmm...), chicotadas, etc. Claro, isso acontece porque no mundo há retardados, assassinos e vândalos. Mas no mesmo mundo há pessoas que se importam com as outras e tentam fazer e tudo para que o trote não seja algo que prejudique nem a nós, nem aos calouros. E assim ocorreu o trote do noturno 2010.1.

Apenas explicando o processo do começo: passamos na sala dos calouros (burros) e deixamos bem claro logo na primeira semana que haveria o trote sujo, que seria com ovo, farinha, mate, tinta guache, etc. Deixamos uma lista e nela assinaria quem quisesse participar. Voltamos no fim da mesma semana, pegamos a lista e lançamos as tarefas, como vir todo de azul (homenageando o curso), de pijama, carregar um ovo “decorado” (tinha alguns ali que davam até vergonha), e um crachá para identificá-los, como “calouro virgem” e “caloura chata”. No início da semana do trote fomos até a sala e dissemos “Pessoal, a partir de amanhã tragam roupas velhas, pois o trote pode ser a qualquer dia”. Mesmo assim, no dia levamos algumas roupas velhas (claro, sempre tem o calouro que esquece até seu próprio nome). Todos trocaram a roupa, os levamos para fora do campus e começamos as brincadeiras. Respeitamos todas (aliás, quase todas) as exigências, como uma menina que tinha feito uma cirurgia nos olhos e somente a sujamos do pescoço pra baixo. As que pediram pra não sujar o cabelo eu tratei bem lavando tudo com um ótimo shampoo de ovo.

Tudo começou com o elefantinho, onde os calouros deram as mãos representando a união do curso. Acredito que muitos gostaram de acariciar levemente o traseiro do amigo da frente, pois todos estavam cantando sorridentes e entusiasmados “eu sou calouro, eu não me engano, eu dou a vida por um veterano!”. Depois os enfileiramos em meia lua e o Kretzer proferiu o Juramento do Calouro, onde eles firmam o pacto de que nenhum deles devem negar bebida ao veterano e nem cobiçar suas possíveis mulheres (possíveis no sentido das que já são, poderão ser ou as que foram e poderão voltar a ser). Logo após fizemos o Morto Vivo, onde Ana Carla perguntava se uma personalidade da UFSC ou da mídia estava morta ou viva. No começo a maioria errava, mas depois apelamos.

[Plec!] [Isso era pra ser o barulho de um ovo quebrando]
- Por que me atirou ovo? O Klaes tá vivo! - disse a caloura.
- Eu sei, mas não era pra estar! - respondi, dando mais uma ovada.

Logo após fomos brincar de Torta na Cara, e essa quem apresentou fui eu. Como diria Silvio Santos, “a brincadeira é muito simples, é-é muito fácil...”. Duas fileiras de calouros, mão na orelha, eu perguntava algo sobre ADM ou conhecimentos gerais, quem batia a mão primeiro na minha mão respondia. Se acertava, o outro calouro levava tortada, se ninguém sabia os dois levavam. Obviamente nosso orçamento trotino era baixíssimo e por isso tivemos que pensar em uma alternativa à torta de chantilly. O Fejão bolou uma meleca de trigo, ovo, farinha e Tang de morango que ficou demais! O calouro mergulhava a cabeça e voltava com a cara escorrendo. Uma caloura não queria sujar o rosto porque estava maquiada. WTF??? Aham, Cláudia, senta lá.

Por fim fizemos a Rodobaca. Tradicionalíssima, ela consiste em um circuito: o calouro se delicia com um gole de Maracujá Joinville (só quem quer e o quanto quer), passava por baixo de um barbante estendido em zigue-zague (numa lona cheia de tinta, ovo e derivados) e rodavam dez vezes com a testa apoiada num cabo de vassoura. Depois que todos passaram pela brincadeira, os sujamos mais e mais e mais... Logo após os liberamos para conseguirem dinheiro para a festa deles, que será junto com a manhã e para todo o curso. Ou seja, ninguém reclamou, e as meninas que não queriam sujar o cabelo vão nos agradecer de joelhos depois que perceberem como seu cabelo melhorou. Aliás, é lamentável dizer isso, mas para algumas o cabelo é a única coisa bonita que lhes restas.

O Tiago cumpriu a promessa e, depois de um ano, quebrou seu ovo que recebeu quando era calouro na cabeça de uma calouro folgado. Cara, que fedor! Aquele ovo sim fedia, e não os normais. Mesmo assim teve gente quase vomitando por causa do cheiro (seria legal ver os calouros se arrastando no vomito) (não seria não) (e agora?). A Gabi (sensacional menina da minha sala) se transformou em uma general sem piedade. Me deu medo. No geral, foi um trote tranquilo e muito bom.

Enquanto os calouros estavam arrecadando fundos para nosso churrasco solidário, os veteranos ficaram bebendo. E bebemos, meu pai do céu [?]. Em pouco mais de uma hora chegam duas calouras: uma trouxe R$9,00 e outra R$3,15. Porra, R$3,15? Como alguém fica uma hora e meia em um semáforo movimentado, em frente ao shopping mais rico da capital catarinense em plena sexta-feira a noite quando as pessoas estão indo para a balada cheia de grana em seus bolsos e me trás apenas R$3,15? LAMENTÁVEL. Mas calma, ela terá que pagar...

Por conta disso eu e a Bruna Rocha (que ganhou um apelido “maldoso” nessa noite) fomos conferir o trabalho dos calouros de perto. Viemos em casa nos limpar, pois estávamos tão sujos quanto eles, compramos cigarros e fomos ao semáforo. Buzinamos e o calouro Digo veio todo feliz e com sua mãozinha estendida, crente de que lhe daríamos dinheiro. “Vem cá, tenho algo pra te dar” disse ela, maliciosamente, logo antes de jogar um pote inteiro de purpurina prata no calouro, que ficou parecendo a Globeleza. Aliás, esse calouro ficou bêbado demais depois, quando voltou ao Pida.

Os calouros foram voltando aos poucos, alguns com menos, outros com mais. Um calouro (não identificado) arrecadou R$95,00. O Vieira, R$60,27; o Allan, R$53,77... Aí me pergunto: como a caloura 3,15 pegou só R$3,15? Ficamos ali bebendo e falando muita merda quando descobrimos que havia um Happy Hour da Pedagogia. Ué, vamo!

A festa estava bem cheia, mas a cerveja estava quente. Um calouro, sem eu pedir, começou a comprar do ambulante cerveja pra ele e pra mim Eu quis pagar, mas ele disse que era obrigação dele por não ter tomado trote. Enfim, os calouros me embebedaram.

No fim da contas percebi que, apesar de várias e várias reuniões e discussões desde dezembro, o trote finalmente saiu do jeito que a gente queria. Rumo ao churrasco!

ADM volta às aulas com Happy Hour

Semana corrida essa... Ufa! Graças a Deus ela acabou e tudo o que planejamos ocorreu quase dentro do previsto. O primeiro Happy Hour do CAAD me deixou em alerta o dia todo, principalmente quanto à chuva. Mas, pelo visto, São Pedro tratou a incontinência urinária.

Tínhamos um grande problema: efetivo. Faltam pessoas para trabalhar em eventos maiores. Por isso pedimos ajuda a alguns estudantes da ADM para realizarmos a festa, e em troca dávamos algumas cervejas (meu chefe bem que poderia fazer isso de vez em quando). Dessa vez, depois das festas úmidas, não choveu nenhuma gota. Isso fez com que todo mundo viesse até o CSE. Na coxia o medo era em relação à cerveja comprada, menor do que o combinado, e sem dúvidas esse foi o Happy Hour mais estressante que ajudei a fazer. Fora isso, para o público, o que não deve ter agradado muito foi a banda. Ô bandinha ruim... A vocalista dava umas desafinadas colossais! Mas como tudo tem uma solução, o DJ entrou em seguida e agradou a todos.

Em um determinado tempo, pra aliviar minha cabeça da dor da gripe e do stress, saí do bar e fui curtir a festa com a galera da ADM, que pra agitar um pouco o ambiente começou a puxar o tradicional grito “Loooooco, loco, loco, loco, loco, faço ADM!” várias vezes. Os calouros adoraram tanto isso que às vezes quando algum começa a cantar dá vontade de mandar ir pra fruta que caiu (ou pior, pra Palhoça). Mas fazer o que... Eu sinceramente torço pra que toda essa animação se mostre na Gincana do C6.

- Cintra, precisa de alguma ajuda aí no bar?
- Pelo amor de Deus, Michereff, busca gelo!

Lá fui eu e o Bomtorim (estudante de ADM e loco feito o grito do curso) catarmos mais gelo e enfrentarmos todas as pessoas no caminho: maconheiros, lésbicas beijantes, mendigos... Realmente, as festas do CSE são demais! A anã estava lá desde que nós montávamos o bar, montado um esquema e dizendo que o Infinity na TIM é uma bosta. Demais! Depois de suarmos bastante a camisa, voltei pro bar no momento em que parecíamos gladiadores cercados pelo povo romano sedento por
sangue sexo cerveja. Foi soda. Mas logo a correria diminuiu e pude “curtir” mais um pouco (eu estava exausto). Pra mim esse Happy Hour não foi muito divertido, tirando o fato de que revi muitas pessoas que não via desde o semestre passado, como a Milene (sensacional estudante de Farmácia), as ex-radialistas do programa Elas Convidam (da rádio UFSC), a Andréia (aluna de ADM mór da hora), a família reunida (eu, Breno, Tiago, Camis, Bibis, Maris, Karin e Japa) e toda a calourada. Claro, aproveitei para pedir coisas aos calouros, já que as filas estavam grandes demais e eu estava sem saco.

Nesse Happy Hour, como todos os atuais da ADM, fizemos uma brincadeira. A da vez era o Beber de Proveta, já usada no Happy Hour da Ocktoberfest (tinha um nome em alemão mas eu nem lembro mais. Aliás, nunca consegui falar aquele nome direito). Teve várias etapas, e o ganhador foi um aluno da Biologia. A galera parece que curtiu, menos eu, que queria ter participado, mas não tinha jeito. Mas deixa... Na próxima estarei lá pra trazer o título para a ADM.

De repente acaba a cerveja da festa acaba (mais do que previsto, já que houve confusão na compra da cerveja). Pra ajudar, em um turno do bar as fichinhas recebidas não foram rasgadas e várias voltaram coladas na lata. Minha cabeça estava explodindo. E ainda tínhamos todas as coisas para arrumar e guardar. É amigo... Não foi fácil, mas também ninguém morreu (ou não). Depois disso a Camis e o Fejão vieram comigo pra casa comer lasanha, pizza, falar um monte sobre assuntos políticos de socialismo e capitalismo (toda vez que eu fico bêbado começo a falar sobre isso. E alguém me achar um porre nessa hora, me dê um tapa por favor. Obrigado) e fomos dormir. Eu precisava descansar, pois além desse evento, outro (que não era do CAAD) aconteceria: o trote sujo.

Calourada

Quem disse que só de festas vive a UFSC?

Sim, por incrível que pareça a UFSC tem aulas também. Aos poucos a rotina pesada vai voltando ao normal, sem deixar de lado o divertimento típico do início do semestre. Mas falar de aulas é chato, como as próprias, e é por isso que vou falar um pouco do resto que se passou nesses últimos dias.

A chuva castigou e muito todas as festas de recepção dos calouros, de todos os cursos, até aqui. É, parece que se esqueceram de entregar o formulário de liberação de festas no Departamento de Meteorologia. Mesmo assim nenhuma festa foi cancelada. Eu consegui ir, além do Happy Hour do C6, na Calourada, maior concentração de pessoas esquisitas depois do UFSTOCK. A Calourada é uma festa do DCE, que geralmente
acontece na primeira sexta-feira e sábado do semestre, em frente ao CCE (também conhecido como Básico). Sexta eu nem pensei em ir e fiquei vendo filme e bebendo cerveja em casa com a Camis (colhei ó Pai – piada interna) e a Bibis (outra agregada do Secretariado). Mas no sábado eu fui! Se choveu? BA-RA-LHO!

Antes da Calourada, fui chamado para passar no já “acabante” churrasco das Ciências Contábeis. Deixei meu guardachuva por uns quinze minutos em uma mesa e ele simplesmente desapareceu. Talvez tenha sido alguma artimanha do Jardel (veterano da ADM que é mágico profissional e ator extremamente amador). Isso fez com que, mais tarde, eu adquirisse uma gripe f... forte. Mesmo assim desencanei e mergulhei naquele mar de maluquice chamado “festa do DCE”. Eu saí de casa com uma camiseta do After Forever (banda de heavy metal que gosto) pensando no óbvio: bandas de rock/metal. Mas como o DCE nunca deixa de surpreender, chego lá e me deparo com forró e samba rock. Não me senti desconfortável, pois não era o único, contudo que foi esquisito, foi.

Encontrei pessoas de outro nível (alcoólico) e demorei um pouco para me enturmar, porém foi questão de tempo. Logo eu comecei a perceber que as fadinhas do bosque do CFH vieram prestigiar o evento, assim como os duendes do Planetário. O clima do CCE e seu Movimento Estudantil altamente ativo fez com que uma conversa chata (para os não bêbados, longe de ser meu caso) sobre privatizações começasse.
Logo voltamos à programação normal, quando fui dar uma volta e achei a galera de Letras. Aliás, até um calouro B da ADM passando mal eu encontrei por lá. LAMENTÁVEL.

Pra ir embora eu peguei uma chuva enorme e cá estou, gripadíssimo. Isso, claro, não impediu que eu fosse no Happy Hour do Direito ontem. Se choveu? NÃO! =D

Estava bem bom. Alguns calouros compareceram e nós fizemos uma propaganda ferrenha da brincadeira que haverá hoje organizado pelo CAAD. Ontem apareceu de tudo: a anã lésbica que deu em cima dos calouros da manhã, dois índios perdidaços, o Zac Efron do High School Musical... Realmente os Happy Hours não são mais os mesmos! Nem os calouros...

Na minha época, quando algum veterano me pedia alguma coisa (do tipo buscar cerveja no bar, segurar um caderno, etc.) eu fazia sem pestanejar. Hoje são todos uns folgados. Ou eu era bobo demais ou realmente as coisas mudaram (ou os dois). Mas a festa hoje é da ADM, e essa sim vai bombar. Se vai chover? NEM F... FAÇO IDEIA!

(Ok, não vai!)
(Espero.)
(Chega, tô ficando confuso.)

Flashback: Churrasco da Matrícula 2010

“Vou beber mais nesse churrasco do que no Carnaval todo!”.

Fato. Cumpri a profecia. Isso também se deve, claro, ao fato de meu Carnaval ter sido mais calmo que um baiano com pressão baixa.

Desde quarta-feira eu não pensava em outra coisa. Afinal, festas open bar e open food me tiram a concentração de qualquer outra coisa. Estava tão afim de dar tudo certo nessa festa que saí do trabalho na quarta e fui limpar o anexo, que estava imundo e cheio de mato. Suei um bocado com a galera que foi ajudar e voilà! Lá estava um anexo impecável, livre de móveis fedidos e cheios de nhaca de vários semestres. Eu até economizei minhas idas ao
Meu Escritório para compensar no fígado. Realmente, esse churrasco me deixou ansioso. Seria a oportunidade de beber, conhecer os calouros e rever a galera daADM.

O grande dia chegou. Nem trabalhei direito naquela sexta. A folga de sábado foi confirmada só às três da tarde e já estava pirando. Corri praUFSC e me deparo com o anexo todo sujo. Bom, nem vou entrar em detalhes, mas que foi sacanagem foi. Enfim, tínhamos que dar um jeito e limpamos tudo enquanto alguns já chegavam. A festa foi começando aos poucos, até que as boas histórias começaram a surgir.

Todo mundo conversava e ria, algumas recém-veteranas berravam com seus recém-calouros, demonstrando a excitação em vê-los. Bom, eles não estavam tão excitados assim... O churrasco, como esperado, mais parecia ser do CTC, pois nunca vi tanto cueca no anexo ao mesmo tempo em uma festa daADM. Mas não tínhamos muito o que fazer a respeito.

A Camila
(formanda que nunca terminará o TCC) começou com as honras, tomando a primeira garrafa de Maracujá Joinville na mão e indo até os calouros fazê-los beber os famosos segundinhos.

- Meu, essa daí já ta doida! – disse um calouro, se referindo à Camila.
- Doida? Que nada, ela é assim por natureza. Tu não viu ela doida... ainda... – respondi.


Aqui vai um adendo: na minha época, calouro que pedia pra beber bebia o dobro ou se f... Nesse churrasco quase todos pediam pra beber e ficavam nos cinco segundinhos. Camila, você já foi melhor, hein!? Ah, outra coisa, calouro B (aluno do segundo semestre, ou seja, um nada) folgado também tomava. Dessa vez, cadê?

Bom, mesmo assim foi com isso que a festa começou a se tornar o que era pra ser.

Logo a caloura Pitti chegou na festa, e não me fiz de rogado: fui anunciar a chegada da ex-veterana-recém-caloura da ADM. Ela não gostou (ou sim), mas isso não vem ao caso. Assim como ela, fui revendo o pessoal do curso e percebendo que as férias estavam acabando. Se isso é bom ou ruim eu não sei, só sei que esse ano promete.

Fui passando de grupo em grupo conhecendo e revendo as pessoas, como sempre faço nas festas. Quando comecei a abrir as garrafas com os dentes é porque a cerveja já tinha feito um pouco de efeito. Numa das rodas, a Pitti conversava com outros calouros quando percebi que, além do churrasquinho, havia outra iguaria na festa:

- Nossa, tão servindo pizza aqui também? – perguntei.
- Pizza? – indagaram eles.
- Sim, sim... To vendo que tem pizza!
- Sério, onde?
- Aqui ó! – respondi, erguendo o braço de um dos calouros e mostrando a rodela de pizza Gigante à disposição.



Ah, o maraca... Ele transforma as pessoas e deixa todas em nirvana. Era divertido olhar as golas dos calouros, todas amareladas e babadas, e suas caras de sorriso fácil e pálpebras entreabertas. Calouro cabeludo? Jamais! Demos um jeito cortando as madeixas de alguns. Agora, que troço nojento jogar aquilo na cara da gente! Eu fiquei cuspindo cabelo uma meia hora. Sorte que a mãe me ajudou.

Falando em mãe (Marys,
do Secretariado), ela era uma das agregadas que acabaram comparecendo ao churrasco, como a Gabi de Letras (me convenci que esse é o nome e sobrenome dela, não tem mais jeito). Eu e a mãe dançamos o Créu em todas as velocidades e eu fiquei muito puto quando, no fim da festa, me lembrei que não peguei o chocolate que ela me trouxe de São Paulo. Seria bom ter um...

Todos foram ficando bêbados e bêbados. Eu mesmo dei uma gorfada quando fui virar um pouquinho de vodca. Lamentável. Mas é como expliquei para o calouro Felipe, "gorfar é quando você ja bebeu bastante, dá aquela bicada na vodca (ou similar) que bate no inicio da garganta e você já a devolve automaticamente com um pouco do líquido que ainda tava descendo pro seu estômago". Isso é bem diferente de vomitar, que fique esclarecido.

Depois me empolguei, peguei uma garrafa de maraca e fui brincar com os calouros de “quem vira mais”. Ideia idiota, claro. Eu virava na garganta deles e enchia um copo com maraca e virava também. Sei que fui acusado de acabar com a memória de alguns da festa, mas tem culpa eu? A certeza é que até eu fui vítima dessa bebida cruel e implacável mais uma vez. Por falar em bebida, uma hora ela tinha que acabar, e essa hora chegou. Foi aí, no final da festa, onde os heróis da ADM mostraram empenho e dedicação ao montar a Taça do Mundo (versões I e II).

- A Taça do Mundo é nossa! Com ADM não há quem possa!


A versão I contou com a nossa velha conhecida e deliciosa Volcof (vodca embalada em uma linda garrafa de plástico, usada também para acender brasa em churrascos) e ingredientes secretos. A II, mais misteriosa ainda, contou com restos das latas de cerveja espalhadas pelo anexo, álcool de cozinha e mais ingredientes secretos. Vou deixar bem claro que eu não bebi isso, mas só de ver fiquei mais bêbado ainda.

Teve calouro desesperado pois não sabia como contar pra mãe sobre o cabelo cortado, calouro que quebrou celular, calouro que brigou com veterano, calouro que foi encontrado vomitando atrás do anexo... Enfim, a mesmisse de sempre.

É a partir desse ponto que minha mente entra na zona de flashs. Por isso eu pedi a ajuda da minha amiga Camila para que narrasse o que aconteceu depois, pois não me lembro.

"Bom pessoal, aqui quem fala é a Camila Barros, e escrevo em nome do Sr. Vilmar Michereff Junior, 23 anos, solteiro e desmemoriado. Depois de um tempo, o Michereff apareceu na frente do Assim & Assado completamente bêbado. Ele sentou na mesa e ficou ali um tempo. Eu não posso dar muitos detalhes porque também não me lembro de muita coisa [?], mas há algo que gostaria de contar. Depois do muito doido, ele abaixou a cabeça um pouco e dormiu. Acordamos ele no tapa e ele levantou pedindo pela mochila.

- Camis, me dá minha mochila...
A mochila estava na mesa à frente dele.
- Não sei onde tá sua mochila, Michê... – disse eu.
- Ta lá no CAAD – respondeu o Diego.
- Me dá ela, pow – disse o Michereff.
- Ta, então pega a chave aqui e vai lá buscar. – Diego deu então a chave ao Michereff. Ele tentou abrir a porta, mas não tinha condições. Desistiu e voltou pra mesinha.
- Sério, velho, me dá minha mochila!
- Eu não sei onde ela ta! – respondeu o Diego. – Acho que roubaram!
O Michereff senta todo triste na mesa. Logo ele levanta a cabeça com uma cara de bravo e diz:
- Cara, me dá minha mochila. Eu quero a minha chave... Quero ir pra casa...
Nisso eu ponho a mochila, na frente dele, nas minhas costas.
- Ok, mas antes você tem que fazer um carinho nas minhas costas.
Ele faz o carinho nas costas, por cima da mochila, e responde.
- Ta, agora me dá minha mochila.
Isso é o que eu consigo lembrar. Sei que eu ainda fui para o Meu Escritório com parte da galera, e o Michereff foi com a outra parte pra outro lugar. É isso [?].
"

Camila, você é um viado pau no c*! Você, o Diego (estudante de ADM com um cabelo medonho) e todo mundo que estava me zoando. Mas vai ter volta... Bom, depois disso me lembro, aos poucos, que fui comer um dog no Vermelhinho (uma das duas barraquinhas de hot dog da praça do Pida) e fui pra casa, finalmente, descansar (ou desmaiar).


Publicado originalmente em O Baú dos Segredos Insecretos.

Happy Hour do C6

Dados científicos comprovam: Qualquer Happy Hour ou evento que envolva o CAAD em datas com números iguais provoca chuva torrencial. Isso aconteceu no Happy Hour Brasil x Chile (que foi cancelado) em 09/09, no Noel Beats (mas foi pouco) em 11/11, a Confraternização do CAAD em 12/12... Ontem, claro, não poderia ser diferente: 03/03. Se choveu? CA-NÁ-RIO!

Como sempre, rolaram vários boatos sobre o cancelamento do Happy Hour do C6 (inclusive eu achei que cancelariam). Mas como mantiveram, fiz questão de abafar os rumores e garantir a presença (principalmente dos calouros). E choveu, como nunca visto num Happy Hour. Aliás, para quem frequenta o blog e não é da UFSC,
Happy Hour é um evento que ocorre periodicamente na universidade após as aulas, durante a semana e ao ar livre, com sua tradicional promoção de três cervejas por cinco reais.

Dez horas da noite. Exatamente nesse horário o bar abriu e o céu desabou. Mesmo assim as pessoas, sedentas por sexo cerveja cruzavam os obstáculos como se estivem dentro do Pitfall. Assim que a chuva parava, todos saíam do Assim & Assado e continuavam a beber. Chovia, corriam pro A&A ou ficavam espremidos embaixo de guarda-chuvas, mas não paravam de se embriagar. Claro, demos uma forcinha pra tudo correr bem...

Eu e a Ana Carla (figueirense da minha sala) pedimos donativos aos
calouros. Como sempre somos éticos, cumprimos a promessa de que essa doação seria em benefício deles próprios, e foi. Eu estava trabalhando no bar quando a Ana volta com um conhaque de carvalho e uma batida de coco, pois não havia nosso querido e tradicional Maracujá Joinville. =(


A noite era dos calouros! Começamos a procurá-los e isso foi muito fácil! A ADM
estava em peso e todos de camiseta azul. A grande maioria bebeu o conhaque, mas nenhum superou o amor repentino entre ele e a Taryn. Seus olhos brilhavam e ela suplicava por mais e mais goles. A caloura dava beijos e mais beijos no conhaque, e demonstrou ciúmes. Toda vez que a garrafa estava longe dela, Taryn vinha correndo reclamar comigo. Tudo bem, nós respeitamos o amor à primeira vista, e faremos de tudo para que essa paixão não morra.

A nossa querida madrinha Gabi nos deu várias dicas de cantadas. Uma delas foi a do lacre de cerveja. A menina põe um lacre de latinha de cerveja na cabeça. Alguém, obviamente, vê e retira. A garota então faz tsssssss e diz: Agora que você abriu tem que beber tudo!

LAMENTÁVEL.

Depois a chuva deu uma certa trégua e partimos para a parte do papo em grupo. Buscamos a batida de coco para que eles pudessem manter o nível de raciocínio. Foi aí que a Pitti (ex-veterana-recém-caloura) vestiu a camiseta azul dos calouros, demonstrando humildade. O calouro Pizza foi prestativo e buscava cerveja para nós expontaneamente. Depois mais calouros foram aparecendo, como o evangélico Bibas, o parceirasso Franco e o... o Marco (sei lá o que ele é). Deu pra perceber que eles estão empolgados e é assim que se deve ser. Ficaram falando certa hora de uma tal de diferença entre oeste e meio oeste de Santa Catarina. Isso existe?

O Jonathan (calouro DCE) veio criticar sobre o curso de Museologia da UFSC, dizendo que é um absurdo haver um curso desses se há um museu apenas em Santa Catarina. Bom, eu argumentei: Santa Catarina não possui apenas um museu, informação é tudo antes de críticas; uma federal não prepara alguém só para o estado e sim pro país todo, onde é zilhões de museus. Não disse mais nada, nem eu nem ele. Os calouros aprenderam o grito de guerra da ADM. Alguns me questionaram a letra meio sem sentido, mas deixei bem claro que calouro não pode questionar a tradição. Se bem que eu não vejo sentido nenhum...

Nós como recém-veteranos ainda aprendemos aos poucos como lidar com eles. As vezes parecemos bonzinhos demais e outras horas somos rudes demais. Será? Será que eles merecem? Particularmente acho o trote uma coisa legal pra quem leva e pra quem dá (ui!). Sendo do jeito que é na ADM, as brincadeiras só servem para integrar a todos. Pena que o trote não existe...

Bom, essa semana houve apenas um Happy Hour, mas semana que vem haverá três. Semana tensa (mas feliz) [?].

Noites no Pida

Assim começam as primeiras noites letivas da UFSC: responde a chamada, corre pro Pida, enche a cara. Isso funciona para a maioria dos cursos, para todos os turnos e todas as fases. O Pida, apesar de ameaçado pela concorrência e pelo alto preço da cerveja, ainda é o ponto de encontro e reencontro dos estudantes da UFSC no início de cada semestre. Contudo em decadência.

Segunda os calouros e veteranos foram até lá e começaram as apresentações. Foi legal ser chamado de veterano (mesmo sentindo que sou bastante calouro ainda). Vendo os novos alunos eu percebi o quanto as pessoas podem ser doidas e estranhas. E não adianta, a primeira impressão é a que fica. Há o calouro folgado, a caloura que passa o rodo geral, o que é tímido, o tagarela, o amigão de todo mundo, a falsa, a gata, o rico... Até um novo calouro estrelinha surgiu!

No Pida podemos esperar de tudo. Há o cara conhecido como Santos Dumont, com seus ternos (e bigode) herdados do pai; o mendigo "Tinete"e sua garrafa de 3 pipas; o sueco bêbado dormindo no parquinho... Enfim, nada demais (além de uma revelação, onde um certo rapaz disse que seria muito feliz se seu órgão genital masculino fosse longo o suficiente para executar uma autofecundação). Além disso, surgiu uma pergunta capciosa: Quem se f#d& é ativo ou passivo?

Fora o Pida, a UFSC começa a ganhar vida. Na lista do CEB (grupo de email onde pessoas falam, falam, falam e não dizem absolutamente nada), citaram um tal de circo do RU. Trata-se de uma lona montada em frente ao RU para servir, provisoriamente, de terceira ala (sendo que a própria está com a construção atrasada). Bom, na lista comentaram que a lona só reforçaria a ideia de que somos (os estudantes da UFSC) palhaços. Se isso é verdade não sei, mas posso dizer que se somos de fato palhaços, o picadeiro é a própria lista do CEB.

No C6 não se fala em outra coisa: a Recepção Integrada. Soubemos que o LF (estudante de Economia) é tão bom em organizar Happy Hours quanto dançar o Rebolation (ah, ele deve dançar bem o Rebolation), e acabou não conseguindo garantir a entrega da grade do bar. Se o Roberto Justus fosse o coordenador geral da Recepção Integrada, a conversa seria mais ou menos assim:


- LF, cadê a grade?!
- A-assim ó.. O caminhão que trazia a g-grade quebrou e-e vai atrasar um p-pouquinho...
- E onde ela está agora, LF?
- E-ela está no caminhão, que está n-na oficina...
- Quando ela estará aqui?
- O argentino da o-oficina disse que estaria aqui a-amanhã até meio dia...
- Você ao menos deduziu que um imprevisto desses poderia acontecer?
- N-não...
- LF, você está demitido!


Claro que um futuro economista não tem muita noção de dedução de imprevistos, mas até que ele manda bem. [?]


Ontem a minha turma, que detém o poder do trote sujo, foi conhecer os calouros e dar algumas tarefas. Pelo que parece esta tradição milenar tem sua chama acesa na Administração. Nosso trote é tranquilo e procura focar na integração, porém não deixa de ter as brincadeiras de sempre. Alguns alunos tentam barrar, falam com coordenador de curso mesmo nem sendo do curso), só o que podemos fazer se os próprios calouros pedem trote?

Se eles pedem, terão.